24 ativistas foram assassinados no Brasil em 2019 e 10 eram indígenas

Segundo relatório da ONG Global Witness publicado nesta quarta-feira (29), o Brasil que em 2018 ocupava o quarto lugar no ranking internacional que aponta os países mais perigosos para ambientalistas no mundo, subiu para a terceira posição em 2019, com 24 mortes registradas, quatro a mais do que no ano anterior.

A grande maioria dos assassinatos de ambientalistas em 2019 ocorreu na Amazônia. Das 24 mortes contabilizadas pelo relatório, dez delas, ou cerca de 42%, foram de indígenas que representam apenas 0,4% da população brasileira.

Nomes como o de Paulo Paulino Guajajara estão na lista da Global Witness, conhecido como guardião da floresta, ele foi assassinado na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão, em novembro de 2019. Paulino fiscalizava e denunciava invasões das terras e roubo de madeira, função que se tornou alvo de ataques no país.

Alguns outros casos foram marcantes, como o assassinato de Irmã Cleusa, em 1985, que defendia a terra indígena dos Apurinã às margens do rio Paciá, em Lábrea, estado de Amazonas, e da Irmã Dorothy assassinada em 2005, ela era defensora da reforma agrária e buscava soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração de terras na Região Amazônica.

Outro nome que aparece na lista é o de Dilma Ferreira Silva, líder rural e coordenadora regional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), assassinada em 2019 no Pará. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, o fazendeiro Fernando Ferreira Rosa Filho, mandante do crime, encomendou a morte da ativista por ela ameaçar denunciar suas atividades ilegais, como desmatamento ilegal, às autoridades.

Desde que a organização, sediada no Reino Unido, passou a sistematizar informações sobre os assassinatos de ambientalistas, em 2012, nunca houve tantos crimes como em 2019, que atingiu a marca de 212 assassinatos. Ocupando o primeiro lugar do ranking está outro país sul-americano, a Colômbia, com 64 mortes. Filipinas, o país que liderava a lista no ano passado, aparece agora em segundo lugar, com 43 vítimas.

Fonte: Amazônia.org.br

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