No Pará, mais de 70 candidatos estão inaptos para concorrer nas eleições 2020

Dos 23.448 pedidos de registros de candidaturas cadastrados no Pará, para as eleições desse ano, 1.092 haviam sido deferidos, até a manhã de segunda-feira (12). Outros 74 candidatos foram considerados inaptos por diferentes motivos, entre eles, renúncia (desistiu de concorrer); cancelamento (pelo partido); indeferimento (não reuniu as condições necessárias para entrar na disputa) ou pedido não conhecido (não será apreciado pelo juiz eleitoral). Os dados, publicados pela própria justiça eleitoral nas estatísticas de candidatura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), levam em conta tanto os que concorrem a vereador, como os candidatos a prefeito e vice-prefeito, nos 144 municípios do Estado.

Em Belém, dos 12 candidatos à Prefeitura, oito já tiveram o pedido de registro analisado e deferido – ou seja, estão em situação regular, com dados e documentação completos e atendem aos requisitos exigidos. São eles: Cleber Rabelo (PSTU), Dr. Jerônimo (PMB), Edmilson Rodrigues (Coligação “Belém de Novas Ideias” – PT / REDE / UP / PC do B / PSOL / PDT), Guilherme Lessa (PTC), Gustavo Sefer (Coligação “Frente Democrática Reconstruir Belém” – PSD / PP); Thiago Araújo (Coligação “Renova Belém” – PMN / CIDADANIA / PSDB / DEM / PV), Priante (Coligação “Juntos por Belém” – MDB / PTB / PSL / PODE / PSC / PL / DC) e Vavá Martins (Republicanos). Os candidatos a vice nas chapas encabeçadas por esses políticos também tiveram os registros deferidos.

Ainda aguardam o julgamento de seus pedidos o delegado federal Everaldo Eguchi (Patriota); Cássio Andrade (Coligação “Inovar para mudar” – SOLIDARIEDADE / AVANTE / PROS / PSB); Jair Lopes (PCO) e Mário Couto (PRTB).

Além de Belém, com mais de um milhão de eleitores, outras duas cidades paraenses – Ananindeua e Santarém – podem ter segundo turno, por contarem com mais de 200 mil eleitores cadastrados na Justiça Eleitoral. Em Ananindeua, onde há cerca de 330 mil votantes, todos os sete candidatos a prefeito e seus respectivos vices já tiveram o registro deferido pela Justiça. Estão na disputa ao cargo máximo do Poder Executivo Municipal: Allan Bitar (Cidadania); Carlito Begot (PSD); Dr. Daniel (Coligação “Ananindeua de Coração” – REPUBLICANOS / DEM / PSDB / SOLIDARIEDADE / PROS / PC do B / PSL / MDB / PSC / PL / PSB / PV / AVANTE / PODE / PATRIOTA); Jackson Azevedo (PRTB); João Bernardes dos Santos (PTC); Lívia Norinha (PSOL) e Pedro Soares (PT).

Já Santarém, cidade com cerca de 220 mil eleitores, tem oito candidatos e todos ainda aguardam julgamento de seus processos. São eles: Coronel Tomaso (Coligação “Santarém, rumo ao desenvolvimento inteligente” – PATRIOTA / PMN); Jesson Santos (PRTB); João Pingarilho (Coligação “Renovar e Transformar” – PTC / PSC); Maria do Carmo (Coligação “Juntos por Santarém” – PT / PSB / PC do B / PP / PROS / PDT / REDE); o atual prefeito Nélio Aguiar, que tenta a reeleição (Coligação “Santarém seguindo em frente” – REPUBLICANOS / PTB / CIDADANIA / PMB / PSD / AVANTE / PODE / PL / SOLIDARIEDADE / DEM / MDB); Paulo Barrudada (PSL) e Valdir Matias Jr (Coligação “Santarém Merece Mais” – PV / DC).

Com aproximadamente 180 mil votantes, Marabá é o quarto maior colégio eleitoral do Pará. A cidade tem cinco nomes tentando chegar à Prefeitura e todos aguardam o julgamentos dos seus pedidos de registro de candidatura. São eles: Doutor Veloso (Coligação “Marabá pode mais” – PSL / MDB); Irismar (Coligação “Marabá de oportunidade para todos” – PL / PP); Professor Rigler (PSOL); o atual prefeito Tião Miranda, que tenta a reeleição (Coligação “Trabalhando por Marabá” – CIDADANIA / PT / PDT / REPUBLICANOS / PC do B / PSDB / PSD / DEM / SOLIDARIEDADE); e Toni Cunha (Coligação “Liberta Marabá” – PTB / PMN / PATRIOTA / PODE / PSB).

PRAZOS

Pelo novo calendário eleitoral, todos os registros de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador, inclusive os impugnados e respectivos recursos, precisam estar julgados até o dia 26 de outubro. Esse prazo é necessário para que haja um período definido para inclusão das informações na urna eletrônica. Ou seja, os juízes eleitorais têm cerca de duas semanas para analisar todos os processos.

Final de outubro, será realizada a cerimônia de geração de mídia, quando as informações dos candidatos são carregadas nas mídias que serão adicionadas às urnas. Em seguida, é feita a carga de urnas, que no interior está programada para o período de 3 a 6 de novembro, e na Região Metropolitana de 30 a 7 de novembro. Em alguns casos, em que o registro é indeferido, pode haver recursos e esses recursos serão analisados pelas instâncias superiores. Normalmente, os candidatos que caem nessa situação, concorrem sub judice. Dependendo da decisão (do recurso), pode impactar na validade dos votos e influenciar na totalização.

Fonte: O Liberal

Deixe uma resposta