Mototaxista pode ter morrido de doença conhecida por ‘urina preta’, em Santarém

Um mototaxista legalizado e que estava internado no Hospital Municipal de Santarém, no oeste do Pará, com sintomas de uma doença misteriosa que causa intensa dores musculares e deixa a urna do paciente preta, morreu na manhã desta terça-feira (7). O paciente teria dado entrada no HMS na domingo (5), com fortes dores abominais, segundo informações repassada por amigos e familiares.

Genivaldo Cardoso de Azevedo morreu na manhã desta terça-feira. A suspeita que ele teria sido a primeira vítima da doença conhecida como ‘urina preta’. Foto: Divulgação Redes Sociais

A causa da morte do paciente identificado por Genivaldo Cardoso de Azevedo, 55 anos, teria sido uma infecção ‘generalizada’ de causa ainda não informada pelo corpo médico do HMS.

Conforme apurou o Portal OESTADO NET, o mototaxista pode ter sido a primeira vítima da doença da urina preta  em Santarém. A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes, provocando lesões nos músculos e nos rins.

Familiares e amigos confirmam que Genivaldo consumiu peixe antes de ter dado entrada com dores abdominais na semana passada. A família não informou se a vítima apresentava outros problemas de saúde, ou se tinha alguma comorbidade.

A Divisão de Vigilância Sanitária em Saúde (DVS), já está ciente do caso suspeito, mas ainda não se pronunciou sobre a causa da morte do paciente.

Por meio de nota, a direção do Hospital Municipal de Santarém informa que recebeu ontem, 6 de setembro, um homem com sintomas parecido com a doença de Haff, conhecida popularmente como “doença da urina preta”. Portanto, um caso suspeito.

O homem de 55 anos chegou com quadro clínico delicado, recebeu todo atendimento da equipe médica da estabilização do HMS, mas não resistiu e infelizmente morreu no início da manhã de hoje. Por se tratar de um casos suspeito da doença de Haff, os órgãos competentes foram acionados para seguir os protocolos técnicos.

Na região Norte, o estado do Amazonas foi o primeiro a registrar casos da doença conhecida como ‘urina preta’. Até o momento, foram confirmados 44 casos no estado amazonense.;

Os sintomas são acompanhados de: fraqueza muscular, mialgias e urina marrom-avermelhada.

De acordo com dados disponibilizados pela Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), do Ministério da Saúde (MS) “a doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como: o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos”.

As informações são do Portal OESTADONET

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