Com o período chuvoso, aumentam os riscos de dengue, zika e chikungunya

Até maio, o período chuvoso é uma realidade na maior parte do país. De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mamedes Luiz Melo, para fevereiro, a previsão para a região Norte é de um volume acima da média.

“Essa chuva continuará acontecendo de forma volumosa até acima da média em grande parte da região Norte. Exceto ali no sudoeste do Amazonas, no Acre onde pode ser ligeiramente abaixo da média. Na parte central, a chuva começa a diminuir, mas ainda continua com boa perspectiva de ficar em torno da média, até ligeiramente acima da média. Para março o cenário praticamente não muda. Somente naquela parte norte da região Nordeste chegando até mesmo no Norte. No Nordeste do Pará chuva ligeira ou abaixo da média”, explica o especialista.

Neste cenário, há um alerta. Isso porque a chuva é um prato cheio para disseminação da dengue, zika e chikungunya, visto que as larvas do Aedes aegypti, quando entram em contato com a água parada, encontram as condições para se desenvolver, picar e proliferar as doenças. Os ovos já podem estar contaminados ou a contaminação do mosquito ocorrer quando ele pica alguém que está doente.

Por isso, é importante ficar de olho nos criadouros e adotar simples atitudes que fazem a diferença, como explica o coordenador-geral de Vigilância em Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.“Qualquer frasco, pote, vaso, que acumule água, é um potencial criadouro para mosquitos. Encontrou um pote com água parada, mesmo que não seja muito grande, pode ser um criadouro do mosquito. (colar) A campanha desse ano traz à tona a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, orienta.

Situação do País
O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um anoo para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários
Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. “É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

Evite água parada. Não pare essa luta contra o mosquito. O combate à dengue, zika e chikungunya é uma tarefa de todos e de todos os dias.

Brasil 61

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