Sespa coordena ações de combate à malária em área indígena e de garimpo de Jacareacanga

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) iniciou, nesta segunda-feira (16), em Jacareacanga, uma série de ações para combater a malária nas áreas indígenas e de garimpo de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, região de Saúde do Tapajós. As atividades estão sendo feitas em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Jacareacanga e o Distrito Sanitário Especial Indígena Rio Tapajós (DSEI).

Segundo a coordenadora estadual de Controle da Malária, Paola Vieira, o município com mais casos registrados da doença nos primeiros quatro meses deste ano é Jacareacanga, com 1.359, sendo responsável por 28,01% do total de ocorrências no Pará. “Isso é consequência, principalmente, da exploração mineral irregular que ocorre na região, em áreas de difícil acesso”, informou.

Os demais municípios com mais casos são Itaituba (1.157), Anajás (861), Breves (287), Altamira (199), Cumaru do Norte (180), Almeirim (171), Oriximiná (135), Afuá (84) e Bagre (58). “Esses dez municípios juntos concentram 93,93% do total de casos de malária no Pará. Por isso merecem atenção especial da Sespa e das autoridades sanitárias municipais”, ressaltou.

Do total de casos confirmados em 2022, 1.636 ocorreram em área de garimpo, 1.590 em área rural, 1.075 em área indígena e 262 em área urbana e 13 em assentamento. Em Jacareacanga, 20 profissionais de saúde estão envolvidos para ações com duração de 16 dias por mês, em atividades que seguirão até dezembro deste ano.

Entre as ações na área indígena de Jacareacanga estão a busca ativa de casos, com o objetivo de realizar o diagnóstico e o tratamento das pessoas em tempo oportuno, além do levantamento entomológico, que auxilia no estudo do comportamento das espécies de mosquitos da área, para entender de onde e como estão ocorrendo as transmissões na região. A partir daí é que são aperfeiçoadas as estratégias visando a redução da malária na área.

As atividades incluem ainda borrifação intra domiciliar – em que as paredes das casas são borrifadas com inseticida que persistem por até quatro meses, o diagnóstico e tratamento da malária e instalação de mosquiteiros impregnados de longa duração (MILDs), além de articulações com a gestão local para realinhar estratégias e responsabilidades para cada órgão competente com a finalidade de reduzir a malária no município.

Fonte: Ag. Pará

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