EUA revogam sanções contra Alexandre de Moraes após pressão diplomática do Brasil

Em um gesto que reduz a tensão entre Brasília e Washington, o governo dos Estados Unidos revogou, nesta sexta-feira (12), as sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, à esposa dele, Viviane Barci de Moraes, e à empresa da família, todas aplicadas sob a Lei Magnitsky.

As sanções, impostas com base na Lei Magnitsky, estavam em vigor desde julho e setembro deste ano.

A decisão ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitar diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a revisão das medidas. Segundo fontes diplomáticas, o tema vinha sendo tratado como prioridade pelo Palácio do Planalto diante do impacto político e institucional das punições.

As sanções foram impostas durante o governo Trump como reação ao papel de Moraes na condução das investigações sobre a trama golpista que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de diversos aliados. Além das restrições contra o ministro e sua esposa, Washington havia ampliado tarifas ao Brasil e revogado vistos de integrantes do STF, juízes auxiliares, autoridades da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e de políticos ligados à Corte.

Com a revogação anunciada hoje, o governo brasileiro espera reduzir o desgaste diplomático e abrir caminho para a reconstrução do diálogo bilateral em temas sensíveis como comércio, segurança e cooperação jurídica.

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