# Agente Secreto leva frevo para Cannes e tem estreia aplaudida por 15 minutos

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- Published: 2025-05-18T23:22:03-03:00
- Author: Redação

O longa-metragem O Agente Secreto, do cineasta Kleber Mendonça Filho, teve sua estreia
mundial neste domingo (18), no 78º Festival de Cannes, na França. A produção, protagonizada
por Wagner Moura, é uma das concorrentes à Palma de Ouro, principal prêmio do evento.
A exibição foi acompanhada por uma celebração cultural brasileira e recebeu aplausos
do público por aproximadamente 15 minutos.

O filme é uma coprodução entre Brasil, Alemanha, França e Holanda, e contou com 
recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vinculado à Agência Nacional do
Cinema (Ancine), com apoio do Ministério da Cultura (MinC).

A delegação brasileira foi composta por atores e membros da equipe técnica, como
Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Juliana Paes, Barbara Paz, Isabel Zuaa, Caio
Venâncio, a produtora Emilie Lesclaux e o próprio diretor. A ministra da Cultura,
Margareth Menezes, e a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, também participaram
do evento.

A chegada da comitiva ao tapete vermelho foi marcada por uma apresentação de frevo
pernambucano, reunindo orquestra e artistas que levaram a musicalidade brasileira
às ruas de Cannes.

Conferência
Ainda na França, o Brasil promoveu a conferência “Com quem (co)produzir
no Brasil?”, no âmbito do Marché du Film. O objetivo foi apresentar ao mercado internacional
os diferentes perfis regionais do audiovisual brasileiro.

O encontro contou com representantes de entidades como a Associação de Produtores
do Nordeste (APAN), a Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte e Nordeste (CONNE),
e a Fundação Cinema do Rio Grande do Sul (Fundacine).

Durante sua participação, a ministra Margareth Menezes destacou o papel estratégico
da cultura nacional em eventos internacionais.

“O Marché du Film traz o Brasil como país de honra. Isso representa uma oportunidade
importante de valorização da nossa produção cultural. Estamos trabalhando para ampliar
a inserção do audiovisual brasileiro no cenário global”, disse a ministra, de acordo
com nota divulgada pelo ministério.

Kleber Mendonça Filho ressaltou a relevância do financiamento público para o setor
cultural. “Fazer a cultura se expressar artisticamente faz parte do que uma nação
significa. O Brasil tem uma vocação muito especial, reconhecida internacionalmente.
É motivo de orgulho realizar esse filme com recursos públicos, tanto brasileiros
quanto de outros países parceiros”, enfatizou.

Diversidade
Outro destaque da programação foi o painel “Vozes da Maioria no Cinema:
Os 54% Negros do Brasil Não Podem Esperar”, que discutiu a representatividade negra
no audiovisual. A atividade reuniu artistas, produtores e entidades parceiras, como
o Instituto Guimarães Rosa, ONU Mulheres, Instituto Nicho 54 e Projeto Paradiso.

Participaram da mesa a atriz e produtora Camila Pitanga, Robson Dias (Búzios Films),
Bethânia Maia (Vaporosa Cultural) e o compositor Pedro Santiago, com mediação de
Markus Thersio.

Camila Pitanga destacou a importância de um cinema mais plural. “Queremos ver um
Brasil que reflita a diversidade de sua população, com espaço para vozes como as
de Carolina Maria de Jesus e Luiz Gama. Esse é o cinema brasileiro que queremos 
construir”, ressaltou a atriz.

O painel reforçou a necessidade de políticas públicas que garantam equidade racial
na cadeia produtiva e incentivem narrativas diversas no setor audiovisual.

Fonte: Agência Brasil
