# Ampliação da defesa na fronteira da Amazônia Legal será avaliada

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- Published: 2023-10-09T09:42:46-03:00
- Author: Redação

Um grupo de trabalho para analisar a viabilidade e os possíveis mecanismos para 
o emprego das Forças Armadas em 250 quilômetros de fronteira terrestre, nos estados
da Amazônia Legal, foi criado nesta segunda-feira (9) pelo governo federal.

A medida – que estuda ampliar em 100 quilômetros a área de defesa atual – foi publicada
hoje (9) no Diário Oficial da União e as conclusões deverão ser apresentadas em 
30 dias.

A Constituição prevê a atuação das Forças Armadas em uma faixa de 150 quilômetros
dos limites territoriais para dentro do país, mas a ideia que será discutida objetiva
ampliar as ações de defesa em mais 100 quilômetros nas fronteiras com outros países
nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia
e Tocantins.

De acordo com a publicação do Ministério da Defesa, a proposta visa ampliar as ações
preventivas e repressivas contra crimes transfronteiriços e ambientais e somaria
esforços com ações previstas no Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), instituído
pelo governo federal em julho deste ano.

**Recursos**

Com investimento de R$ 2 bilhões, o Amas prevê a instalação de 34 bases integradas
da Polícia Federal com as polícias estaduais, centros de comando e de cooperação
internacional, além de um centro de operações da Força Nacional, todos distribuídos
pelo território da Amazônia Legal.

O grupo de trabalho que analisará a atuação das Forças Armadas será coordenado pelo
subchefe de operações da Chefia de Operações Conjuntas (CHOC), do Ministério da 
Defesa, que terá mais quatro representantes, além de dois representantes de cada
um dos comandos da Aeronáutica, Exército e Marinha, somando 11 integrantes titulares,
com suplentes para casos de ausência.

As reuniões semanais serão na sede do Ministério da Defesa, em Brasília, e por videoconferência
para os membros que estiverem em outros locais. E, por decisão da coordenação, especialistas
militares ou civis de outros ministérios, instituições ou órgãos poderão ser convidados
para contribuir com trabalhos.

**_Fonte: Agência Brasil_**
