# Apenas cinco estados ainda não notificaram casos de Oropouche

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- Published: 2024-08-16T14:19:18-03:00
- Author: Redação

Dentre as 27 unidades da federação que compõem o país, apenas Distrito Federal, 
Goiás, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul ainda não registram casos
de febre do Oropouche em 2024.

Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses indicam que Mato Grosso do Sul e
Paraíba notificaram um caso cada; São Paulo, cinco casos; Alagoas, seis; e Tocantins,
oito. Até o início da semana, o Brasil contabilizava 7.653 casos da doença e duas
mortes.

O Amazonas lidera o ranking de infecções por febre do Oropouche, com 3.228 casos.
Em seguida aparecem Rondônia (1.710 casos), Bahia (844 casos), Espírito Santo (441
casos) e Acre (270 casos).

**Mortes**
Em julho, o Ministério da Saúde confirmou duas mortes pela doença no 
interior da Bahia. Até então, não havia relato na literatura científica mundial 
sobre a ocorrência de óbito por febre do Oropouche.

Segundo a pasta, as duas vítimas eram mulheres, tinham menos de 30 anos de idade
e não registravam nenhum tipo de comorbidade. Ambas apresentaram sinais e sintomas
semelhantes ao quadro de dengue grave.

**Transmissão vertical**
No início da semana, o ministério investigava ainda pelo
menos oito casos de transmissão vertical da febre do Oropouche – quando a infecção
é passada da mãe para o bebê, durante a gestação ou no parto.

Os casos em investigação foram registrados em Pernambuco, na Bahia e no Acre. Segundo
a pasta, metade dos bebês nasceu com anomalias congênitas, como microcefalia, enquanto
a outra metade morreu.

Na última segunda-feira (13), a Secretaria de Saúde do Ceará informou que investiga
um óbito fetal que pode estar associado à infecção por febre do Oropouche. A secretária
de Saúde do estado, Tânia Coelho, disse que o óbito foi registrado no último fim
de semana.

A gestante tem 40 anos de idade, é residente de Baturité, mas foi atendida no município
de Capistrano. Tânia Coelho explicou que 60% das doenças infecciosas registradas
em humanos são causadas por animais ou insetos, incluindo o mosquito, e destacou
a importância de um plano de ação.

Na semana passada, o Acre notificou um caso de bebê nascido com anomalias congênitas
associadas à transmissão vertical da febre do Oropouche. Em nota, a pasta informou
que o recém-nascido morreu aos 47 dias de vida.

A mãe da criança, de 33 anos, havia apresentado erupções cutâneas e febre no segundo
mês de gravidez. Exames laboratoriais feitos no pós-parto acusaram resultado positivo
para o vírus Oropouche.

**A doença**
A febre do Oropouche é transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido
como maruim ou mosquito-pólvora. Por causa da predileção do mosquito por materiais
orgânicos, a recomendação é que a população mantenha os quintais limpos, evitando
o acúmulo de folhas e lixo orgânico doméstico, além de usar roupas compridas e sapatos
fechados em locais com muitos insetos.

Fonte: Agência Brasil
