# Após receberem energia solar, telefones, filtros de água e freezers, jurutienses relatam transformações

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- Published: 2024-03-28T17:28:58-03:00
- Author: Redação

Para Adeílson Silva, agricultor na Comunidade Batata, do Projeto Estadual de Assentamento
Agroextrativista (PEAEX) Curumucuri, em Juruti, tomar água gelada, até pouco tempo,
era uma raridade. Entretanto, para ele e muitos outros residentes em áreas rurais
do município a realidade mudou, e para melhor. Por meio do Projeto Ingá (Indicadores
de Sustentabilidade e Gestão na Amazônia), eles foram beneficiados com equipamentos
como energia solar, telefone rural, filtro de água portátil e freezer. Os materiais
fornecidos às famílias, por meio de Cessão de Uso (é proibida sua venda, doação 
e/ou empréstimos a terceiros), tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e 
facilitar a produção e comercialização de produtos.

Após uma etapa de entrega dos equipamentos, moradores já relaram bons resultados.“
Antes nem passava pela nossa mente um dia termos o que temos hoje. Tínhamos a dificuldade
para tomar uma água gelada; precisávamos ir para a cidade comprar gelo para a semana
e às vezes não dava. Tínhamos que salgar os alimentos ou consumir tudo no mesmo 
dia (para não estragar). Hoje não temos mais a preocupação de ir à cidade para comprar
gelo. Estou muito alegre, e o que temos hoje por meio do projeto está ajudando a
guardar o frango, a carne, a água”, conta Silva.

Ele relata, ainda, que com as doações dos filtros de água portáteis (Kit Camelo),
não se corre mais o risco de consumir água de igarapé, sem tratamento. “Hoje, temos
o filtro. Antigamente, tínhamos que vir em casa buscar água. Hoje não, temos o kit
que ajuda muito no trabalho (na roça)”, lembra ele, que também se recorda da dificuldade
que era se comunicar. “Hoje, temos o telefone rural. Antes, não tínhamos como ligar
para uma ambulância; era muito difícil mesmo. Nós plantamos a pimenta, cheiro verde,
melancia, jerimum. Então, quando está na safra, eu ligo para os compradores. O telefone
tem ajudado muito”, acrescenta.

Um seminário destinado a famílias beneficiárias foi realizado no dia 28 de fevereiro
e serviu para conhecer histórias como a de Adeílson. O evento teve como propósito
compartilhar boas práticas relacionadas aos equipamentos entregues aos moradores
das regiões do PEAEX Curumucuri, Prudente Monte Sinai, PAE Juruti Velho e Área de
Proteção Ambiental (APA Jará). Para o Projeto Ingá, o seminário foi fundamental,
pois abordou questões técnicas sobre os equipamentos, visando otimizar as práticas
de uso para garantir maior durabilidade e maximizar seu impacto de transformação.

**Bom uso**

As instalações ocorreram entre julho de 2023 e fevereiro deste ano. No período foram
entregues e instalados 30 kits de painéis solares, 30 telefones rurais, 40 kits 
camelo e 30 freezers acompanhados da cartilha de “Bom uso de Equipamentos”. A cartilha
impressa foi criada com a função de orientar de forma personalizada e ilustrativa
como os equipamentos devem ser utilizados e cuidados. Dez ‘Kits Camelo’ a mais foram
entregues para produtores que exercem alguma atividade que envolva agricultura.

**Desafios**

Os resultados alcançados foram fruto do empenho e da dedicação dos parceiros e da
equipe técnica de campo que venceram desafios, tendo que adaptar estratégias e equipamentos
às condições locais, climáticas e logísticas, ao percorrerem mais de 500 quilômetros
por terra e água, para entregar os equipamentos às comunidades mais distantes. Como
saldo, mais de 160 pessoas foram diretamente impactadas por esse esforço. Esses 
números representam não apenas uma conquista local, mas também um compromisso tangível
com o bem viver sustentável e a inclusão social na região amazônica.

Maria Ana Silva, beneficiária do Projeto Ingá, da Comunidade Alto Alegre, no PEAEX
Curumucuri, relata um novo momento de transformação. “Minha transformação com o 
Projeto Ingá foi que ele veio trazer a melhora de vida, por que não tínhamos água
de qualidade. Com a chegada da placa solar e do freezer, a gente vai melhorar nossa
alimentação. Não salgamos mais tudo, como fazíamos. Já o telefone rural vai ser 
muito útil para nossa comunidade. Às vezes preciso ligar para o técnico para saber
sobre meu plantio e também realizar vendas na cidade. Então, isso vai melhorar muito
para mim”, compartilhou.

Parceira na iniciativa, a Citi Foundation trabalha para promover o progresso econômico
e melhorar a vida de comunidades vulneráveis em todo o mundo. “Por isso, a parceria
com o Projeto Ingá faz enorme sentido para nós, ao promover a melhora efetiva do
bem estar das famílias de Juruti beneficiadas pelo projeto, que agora têm acesso
à energia renovável, água potável e telefones rurais. São iniciativas que terão 
impacto significativo e permanente na comunidade e permitirão ainda que essas famílias
busquem maior inclusão financeira e produtiva, já que as necessidades mais básicas
passarão a ser atendidas”, afirma Katia Oliveira, Head de Relações Públicas para
América Latina do Citi.

Para Ana Flávia Lofrano, RH e madrinha-voluntária do projeto no Citi Brasil, acompanhar
cada iniciativa do Projeto Ingá e todos os impactos nas comunidades locais têm sido
muito enriquecedores. “Percebo a dedicação das pessoas envolvidas e me surpreendo
a cada encontro. É visível os desafios das comunidades de Juruti e entorno e o projeto
Ingá possui um importante papel na construção de um ambiente inclusivo, sustentável
e, construindo pontes para o fortalecimento da comunidade local”, atesta.

O Projeto Ingá é implementado pelo Instituto Juruti Sustentável (IJUS), em parceria
estratégica entre Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional(
USAID), Alcoa Foundation, Citi Foundation, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA),
com parceria institucional da Aliança Bioversity & CIAT (Centro de Internacional
de Agricultura Tropical) e do Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

**_Fonte: Instituto Juruti Sustentável_**
