# Comissão de Meio Ambiente da Alepa promove debate sobre combate às queimadas no Pará

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- Published: 2024-12-03T21:25:33-03:00
- Author: Redação

A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Sustentável da 
Assembleia Legislativa do Pará (CMA-Alepa) realizou, nesta terça-feira (03), a segunda
reunião destinada a debater as ações para conter as queimadas e incêndios que ocorrem
em todo o Pará.

Foram convidados representantes de órgãos que atuam nas ações de preservação ambiental
e no combate ao desmatamento e às queimadas, como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros,
a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMAS), o Ibama, o Ideflor, o Comando Militar
do Norte (Exército) e a Companhia de Meio Ambiente da Polícia Militar.

A deputada Maria do Carmo (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente, comandou
os trabalhos acompanhada dos deputados Iran Lima (MDB), Ana Cunha (PSDB), Fábio 
Freitas (Republicanos) , Andréia Xarão (MDB) e Rogério Barra (PL). Segundo ela, 
o encontro teve como objetivo compreender o planejamento desses órgãos e as medidas
para conter os impactos ambientais.

“Nosso objetivo principal é que as instituições que têm um papel fundamental em 
minimizar os efeitos negativos ao meio ambiente apresentem seus trabalhos. É necessário
que a população conheça essas informações”, avaliou a deputada Maria do Carmo.

Ela propõe a criação de um Grupo de Trabalho para acompanhar a situação das queimadas
no Pará. Segundo o monitoramento feito no território estadual, 594 focos de incêndio
foram registrados nas últimas 24 horas.

O superintendente do Ibama no Pará, Alex Lacerda de Souza, explicou que o órgão 
possui sete brigadas de incêndio no estado, com 136 brigadistas. “Chegamos a ter
11 brigadas, mas, com o corte de recursos, esse número foi reduzido. Temos a expectativa
de aumentar no próximo ano”, afirmou.

O Ibama atua em áreas federais, onde, segundo ele, nos últimos 20 dias, 33 incêndios
foram extintos, e mais de 10 quilômetros de linhas de defesa foram implementadas
para conter a propagação do fogo. “Só neste ano, combatemos quase 55 mil focos de
incêndio no Pará, que representam mais da metade do que foi registrado em todo o
Brasil”, contabilizou o superintendente.

O comandante Jaime Benjor, da Defesa Civil do Corpo de Bombeiros, explicou as operações
Fênix e Curupira, estratégias de combate aos incêndios. “Mais de 50% do território
paraense está composto por áreas federais, como terras indígenas e unidades de conservação.
Por isso, o trabalho alinhado com os órgãos federais é tão importante”, avaliou.

Tobias Brancher, diretor de fiscalização ambiental da SEMAS, ressaltou que, antes
de combater as queimadas, é preciso realizar ações para reduzir o desmatamento. “
Quanto mais áreas desmatadas, onde a floresta cai, maior o número de incêndios”,
afirmou. “Tentamos fazer o combate ativo para evitar o desmatamento. Para isso, 
temos três bases fixas e equipes volantes”, enumerou Tobias.

Nilson Pinto, do Ideflor Pará, destacou a importância de trabalhar com educação 
ambiental em larga escala. “Outro ponto é saber o momento correto para fazer a prevenção
e evitar problemas sérios no futuro. Temos que preparar e treinar os brigadistas
agora para reduzir os focos de incêndio na próxima temporada de fogo. Se 2024 já
foi excepcional, nada impede que, no próximo ano, essas queimadas se repitam”, concluiu.

O chefe do Estado-Maior do Exército, general Santana Netto, colocou os recursos 
da instituição à disposição. “Temos mais de 25 mil homens na Amazônia. Nossa capilaridade
e capacidade estratégica são um diferencial, mas precisamos ouvir quais são as necessidades
do Pará para podermos ajudar”, finalizou.

Fonte: Alepa
