# Cooperativas de Crédito: custos menores, ganhos maiores

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- Published: 2023-09-06T13:32:18-03:00
- Author: Redação

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**_Por João Spenthof\*_**

Importante instrumento de inclusão financeira e alavanca para o desenvolvimento 
local, o cooperativismo de crédito conquista cada vez mais adeptos. Atraídas pelos
benefícios proporcionados pelo sistema e pelo poder transformador das realidades,
as pessoas buscam as cooperativas de crédito para ter acesso a soluções financeiras
com relacionamento e atendimento de qualidade, superiores às instituições tradicionais.

Os efeitos positivos decorrentes da atuação das cooperativas de crédito são tão 
relevantes que passaram a ser mensurados pelo Banco Central. Chamado de Valor Agregado,
esse conjunto de benefícios é calculado, cujo valor demonstra o quanto as cooperativas
financeiras contribuem com os associados e as comunidades onde estão inseridas.

A metodologia utilizada pelo BC considera o Benefício Econômico Total (BET), que
é o resultado da soma de três benefícios: o BEC (Benefício Econômico com Crédito–
taxas mais baratas), o BED (Benefício Econômico com Depósito – taxas mais atrativas
nos investimentos) e o BEE (Benefício Econômico do Exercício – resultado da Cooperativa
distribuído aos cooperados).

Definições apresentadas, vamos aos dados. Relatório de Economia Bancária de 2022,
publicado em junho pelo BC, aponta que o cooperativismo de crédito atingiu a cifra
de R$ 25,9 bilhões em benefícios (aos associados e à sociedade) em 2021. Foram R
$ 17,962 bilhões de economia com taxas mais baixas, R$ 1,860 bilhão em ganho com
taxas mais atrativas nos investimentos e R$ 6,079 bilhões em ganhos com participação
nos resultados (sobras). Dividido pelo contingente de 13,609 milhões de cooperados
no país, chegou-se ao valor médio de R$ 1.903,00 de valor agregado (economizado/
recebido) por cooperado no Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil.

E o que está por trás disso? Esses números representam o legítimo impacto econômico
e social do cooperativismo de crédito. É o quanto os associados “economizam” ao 
usar produtos da cooperativa, o quanto “ganha” ao fazer e manter aplicações, e o
quanto recebe de volta em consequência dos resultados obtidos no exercício. Tudo
isso norteado pela missão de promover prosperidade para as pessoas e para a comunidade
como um todo.

Sabe por que isso acontece? Porque o objetivo das cooperativas de crédito não é 
o lucro e sim a qualidade de vida das pessoas e o crescimento econômico das regiões
onde atuam. As cooperativas, com sua presença relevante na comunidade, captam recursos
e os direcionam na forma de crédito para as diversas atividades produtivas, gerando
produção, riqueza e empregos. Consequentemente fomentam a economia local e geram
um círculo virtuoso que se retroalimenta. O próprio BC já constatou que o segmento
avança a uma velocidade acima da dos bancos tradicionais e chega a regiões antes
desassistidas por instituições financeiras.

Levantamento da autoridade monetária mostra que as cooperativas estão presentes 
em 3.080 localidades, o que representa 55,3% dos municípios brasileiros (dado de
2022). No ano passado, 174 novas cidades passaram a contar com uma unidade de atendimento.
O setor conquista, ano a ano, mais espaço no Sistema Financeiro Nacional (SFN), 
aponta o AnuárioCoop 2023, divulgado pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas
do Brasil).

O documento registra crescimento de 27,4% nas operações de crédito realizadas pelas
cooperativas, que passaram de R$ 283,6 bilhões para R$ 361,4 bilhões no último ano,
o equivalente a 7,05% do SFN. Os depósitos totais somam R$ 352 bilhões. São R$ 656
bilhões em ativos, R$ 12,8 bilhões em sobras (resultados) do exercício e R$ 81,8
bilhões em patrimônio líquido. A rede de atendimento supera 9 mil agências, a maior
entre todas as instituições financeiras.

Já somos mais de 15,5 milhões de cooperados em 728 cooperativas, cujas atividades
impactam diretamente na economia brasileira, assunto que será tratado em outro artigo,
em breve. Aqui, queremos mais uma vez mostrar como as cooperativas de crédito, através
do seu modelo de negócio e atendimento diferenciado, geram economia e qualidade 
de vida para os cidadãos, contribuindo para a construção de um mundo melhor para
todos.

_*João Spenthof é presidente da Central Sicredi Centro Norte e vice-presidente da
OCB/MT (Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso)._

**_Fonte: Sicredi_**
