# Deputada Renilce Nicodemos retira apoio ao PL Antiaborto por Estupro

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- Published: 2024-06-17T15:39:59-03:00
- Author: Redação

A deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA) apresentou um requerimento à Mesa 
Diretora da Câmara para que a sua assinatura fosse retirada do projeto de lei Antiaborto
por Estupro. De autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ex-presidente da
bancada evangélica, a proposição foi assinada por 32 parlamentares, dos quais 12
são mulheres. As informações são da Folha de S. Paulo.

Renilce é evangélica e integra a bancada evangélica da Câmara. Ela diz à Folha que
é contra o aborto, exceto nos casos previstos em lei. A deputada afirma que após
analisar o projeto em questão, percebeu que ele não está “de acordo com o meu pensar
e a forma com a qual eu defendo crianças e mulheres”.

“Antes eu tinha entendido que era um projeto que daria benefícios e proteção às 
mulheres. Mas fui me aprofundar e vi que no texto tem uns parágrafos que diz que
a mulher terá pena maior do que o próprio estuprador. Preferi fazer a retirada da
assinatura porque tenho certeza absoluta que esse projeto não irá favorecer nem 
as mulheres nem as nossas crianças, somente esses agressores e estupradores. Sou
contra o projeto”, diz ela.

A deputada foi sondada para ser relatora do texto, mas não aceitou. O documento,
disponibilizado no sistema da Câmara nesta segunda-feira (17), foi protocolado pela
deputada na semana passada.

O MDB Mulher divulgou nota no domingo (16) nas redes sociais se posicionando contra
mudanças na legislação atual que trata do aborto.

“Somos a favor da vida da mulher. E esse posicionamento não pode excluir a vida 
das mulheres e meninas, das vítimas de violência que, muitas vezes, são revitimizadas
por não conseguirem acesso ao aborto nos casos em que a atual legislação prevê”,
diz a nota, que é assinada por Kátia Lôbo, presidente do MDB Mulher.

“Meninas são estupradas no Brasil todos os dias. Elas são vítimas e não podem ser
penalizadas por buscarem seus direitos. Não podem ser presas. E suas vidas também
importam”, diz a nota. “É necessário olhar para esses problemas em vez de se reduzir
os direitos das mulheres.”

**_Fonte: Folha de S. Paulo_**
