# Diagnóstico participativo fortalece diálogo entre MRN e comunidades e orienta ações socioambientais no Projeto Linha de Transmissão

- Link: https://oquartopoder.com.br/diagnostico-participativo-fortalece-dialogo-entre-mrn-e-comunidades-e-orienta-acoes-socioambientais-no-projeto-linha-de-transmissao/
- Published: 2026-04-08T11:14:13-03:00
- Author: Redação

O Diagnóstico Socioambiental Participativo (DSAP) vem se consolidando como uma importante
ferramenta de escuta, planejamento e relacionamento entre a Mineração Rio do Norte(
MRN) e as comunidades localizadas na área de influência direta do Projeto Linha 
de Transmissão (PLT). O DSAP, em conjunto com os impactos identificados no Estudo
de Impacto Ambiental, é a base para a estruturação do Programa de Educação Ambiental
do PLT.

Desenvolvido a partir de diretrizes metodológicas do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e em atendimento à condicionantes
socioambientais do Plano de Gestão Ambiental do PLT, o processo busca compreender
a realidade socioterritorial sob a perspectiva dos próprios moradores, garantindo
que as ações socioambientais sejam construídas de forma mais assertiva e alinhada
às necessidades locais.

De acordo com a analista de Relações Comunitárias da MRN, Roselene Breda, o principal
objetivo do DSAP é promover uma escuta qualificada e transformar esse conhecimento
em iniciativas concretas dentro do Programa de Educação Ambiental do PLT. “O diagnóstico
socioambiental participativo funciona como um instrumento de diálogo e fortalecimento
da participação social, permitindo que as ações sejam construídas em conjunto com
as comunidades, de forma transparente e alinhada às suas realidades”, explicou.

A execução do DSAP abrangeu as 19 comunidades da Área de Influência Direta do PLT,
situadas nas regiões dos lagos Sapucuá, Caipuru e Xiriri, além de localidades às
margens do rio Trombetas, no município de Oriximiná, oeste paraense. A partir desse
processo, já foi possível identificar demandas prioritárias, potencialidades locais
e desafios relacionados à implantação do empreendimento, além de fortalecer a organização
comunitária e o engajamento dos moradores.

As oficinas de devolutiva, realizadas individualmente em cada comunidade, registraram
participação expressiva e a percepção das comunidades reforça a importância do processo:“
Foi muito importante para nós, não só para mim, mas para todos os comunitários. 
Esse momento trouxe mais informação, alertou a gente sobre muitas coisas que, às
vezes, a gente não tem acesso. E foi essencial sermos ouvidos”, afirmou Cleudivaldo
Barbosa, coordenador da comunidade São Pedro/Maceno, no Lago Sapucuá, em Oriximiná.

Ricardo de Carvalho, também morador da comunidade São Pedro/Maceno, destacou o impacto
das oficinas, especialmente no fortalecimento da educação e do diálogo com a empresa:“
Tudo que envolve educação é muito importante para nós, seja ambiental ou em qualquer
outra área. Esses projetos são fundamentais. Eu acredito que, com a chegada dessas
iniciativas, o diálogo com a MRN vai melhorar ainda mais. Já temos uma relação antiga,
mas agora a expectativa é que seja ainda melhor para a comunidade”, ressaltou.

Com base nos resultados obtidos, a MRN deu início à estruturação de um conjunto 
de ações, inseridas no Programa de Educação Ambiental do PLT, voltados aos principais
desafios identificados durante o diagnóstico. Entre as iniciativas previstas estão
ações de formação de lideranças, incentivo à participação social, capacitação para
prevenção de queimadas, geração de renda com base em práticas sustentáveis, incluindo
o turismo comunitário, educação ambiental voltada ao uso sustentável dos recursos
pesqueiros, recuperação de nascentes, conservação de recursos hídricos e promoção
da navegação segura.

Segundo Roselene Breda, os próximos passos incluem a consolidação dos diagnósticos,
respeitando as especificidades de cada território, a estruturação do Programa de
Educação Ambiental do PLT e a implementação dos projetos junto às comunidades. “
O DSAP é uma ferramenta estratégica que fortalece o relacionamento entre a MRN e
as comunidades, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável, inclusivo
e conectado com a realidade local”, afirmou.

Fonte: MRN
