# Duda Salabert se junta a indígenas em Santarém e reforça protesto contra dragagem do rio Tapajós

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- Published: 2026-02-04T11:18:00-03:00
- Author: Redação

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) chegou a Santarém, no oeste do Pará, nesta
quarta-feira (4), e se juntou ao movimento de resistência liderado pelos povos indígenas
do Baixo, Médio e Alto Tapajós, que há quase duas semanas ocupam a área em frente
ao porto da multinacional Cargill. O protesto é contra a dragagem do rio Tapajós
e contra o Decreto nº 12.600/2025, que, segundo os manifestantes, amplia projetos
de hidrovias e privatização dos rios amazônicos sem o diálogo necessário com as 
comunidades tradicionais.

A parlamentar registrou o encontro em suas redes sociais e destacou que a mobilização
indígena denuncia o avanço da hidrovia do Tapajós sem o cumprimento da Consulta 
Prévia, Livre e Informada, direito assegurado pela Convenção 169 da Organização 
Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o movimento, o governo tem avançado com obras de dragagem, a inclusão
do rio Tapajós no Programa Nacional de Desestatização e a expansão de um corredor
de escoamento de commodities, medidas que representam riscos diretos à pesca artesanal,
à saúde das comunidades, com possibilidade de contaminação por mercúrio, e aos territórios,
à espiritualidade e aos modos de vida ancestrais.

“Não existe desenvolvimento que passe por cima de direitos. Não existe ‘progresso’
que silencie quem vive do rio. Estou aqui para ouvir, fiscalizar e cobrar. O Tapajós
não é mercadoria. É território, é vida, é direito”, escreveu Duda Salabert ao comentar
a visita e o diálogo com as lideranças indígenas.

**[Leia também: Movimentos sociais realizam Barqueata de Resistência em Alter do Chão contra privatização do Rio Tapajós](https://oquartopoder.com.br/2026/01/28/movimentos-sociais-realizam-barqueata-de-resistencia-em-alter-do-chao-contra-privatizacao-do-rio-tapajos/)**

O acampamento reúne indígenas de 14 povos do Baixo e Médio Tapajós, que permanecem
mobilizados desde o dia 22 de janeiro no porto da Cargill, em Santarém.

O bloqueio do local é descrito pelos manifestantes como um ato de resistência e 
visibilidade, com o objetivo de exigir respeito aos povos originários e o cumprimento
do direito à consulta prévia, livre e informada antes de qualquer empreendimento
que impacte seus territórios e o rio do qual dependem para viver.

Foto: [@cissaotoni](https://www.instagram.com/cissaotoni/)
