# É a eleição

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- Published: 2026-07-08T13:38:54-03:00
- Author: Redação

Um atento observador notou que o presidente Lula da Silva (PT), afeito a se meter
em assuntos internacionais sempre na tentativa de ser aclamado pacificador, há meses
não fala um “a” sobre a guerra, tampouco do Governo da Rússia (um dos grandes clientes
das multinacionais brasileiras), tampouco sobre o Governo de Benjamin Netanyahu 
em Israel – outro grande cliente daqui. Lula foi muito bem orientado a segurar a
língua, diante do _approach_ que os Bolsonaro têm com Israel, por exemplo. Quando
se meteu a falar, deu no que deu – críticas e mídia negativa para todo lado.

**Olheiros**

O clima pré-eleitoral é tão quente em Curitiba, ao contrário do tempo frio da cidade,
que todo pré-candidato – com exceção do líder Sergio Moro (União) – quer ser o indicado
do governador bem avaliado Ratinho Junior (PSD). O caso é tão latente que expoentes
do TRE e a promotoria eleitoral passaram a fazer pente fino nas perguntas das pesquisas
nas ruas.

**De casa**

O líder da minoria na Câmara, deputado Gustavo Gayer (PL-GO), avalia reunir assinaturas
para convocar os presidentes da Caixa, Carlos Vieira, e Ricardo Pontes, da FUNCEF,
respectivamente. A pauta é a nomeação de Fabiano Alves, ligado à família de Vieira,
como Gerente de Investimentos da Fundação.

**Hein!?**

Ex-vice-presidente e conhecedor a fundo das relações militares entre as nações, 
o senador Hamilton Mourão (Rep-RS) ficou intrigado com a fala do chanceler Mauro
Vieira sobre risco de invasão americana no Brasil, atrás de faccionados. Mourão 
apresentou requerimento para Vieira explicar isso pessoalmente na Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional – onde o chanceler sempre evita aparecer.

**Corre, Mauro**

O ex-governador Mauro Mendes, do Mato Grosso, pode não ser eleito senador. A grita
vem de gente aliada: “Ele acorda raivoso e batendo nos adversários de graça”, diz
um amigo. Aliados lembram que ele pode se tornar um Dante de Oliveira, o famoso 
que ficou em casa e não pediu votos, e perdeu a eleição. Os mesmos apontam que Virgínia
Mendes (federal) e Otaviano Pivetta, o atual governador, correm esse risco.

**Ligações**

Tem muita história mal contada nessa toada da ascensão do Banco Master via CredCesta,
o programa de consignados do Governo da Bahia que alavancou o caixa de Daniel Vorcaro.
A_ “Revista Piauí”_ citou a advogada Lia Frank, que atuou na defesa do Master, convocada
pela banca de Eugênio Kruschewsky – que levou R$ 54 milhões do banco. Ela vem a 
ser irmã do desembargador Roberto Frank, do TJBA.
