# Em Belém, assessor de deputado federal é preso em flagrante com R$ 1,1 milhão em espécie

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- Published: 2025-01-20T17:03:03-03:00
- Author: Redação

Por Guilherme Ferreira

A Polícia Federal prendeu em flagrante, no último fim de semana, Jacob Aarão Serruya
Neto, assessor parlamentar do deputado federal Antônio Doido (MDB), e Wandson de
Paula Silva, empresário que fornece alimentação para órgãos do governo do Pará. 
A dupla foi detida no bairro do Umarizal, em Belém, logo após sacar R$ 1,1 milhão
em espécie de uma agência bancária.

A operação, que expõe suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, resultou também
na apreensão de dois veículos — um deles blindado —, celulares e documentos que 
podem ajudar a esclarecer detalhes do esquema. Segundo apurações iniciais, o montante
apreendido seria destinado ao empresário Alexandre Coelho, apontado como operador
que movimenta recursos milionários no governo estadual.

A PF apontou que a entrega do dinheiro ao assessor caracteriza corrupção, enquanto
a transação em espécie, especialmente de valores elevados, é indício de lavagem 
de dinheiro. Wandson Silva, vinculado a contratos vultosos com órgãos públicos estaduais
por meio de licitações, teria entregue o valor diretamente a Serruya Neto, reforçando
o conluio entre o setor público e privado.

Fontes próximas à investigação indicaram que o esquema pode envolver outros agentes
e empresas ligadas ao governo do Pará. A Polícia Federal já havia monitorado os 
suspeitos antes do flagrante e abriu um inquérito para ampliar as investigações.

Apesar do flagrante, os suspeitos foram liberados após audiência de custódia e responderão
aos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em liberdade. O caso reforça preocupações
sobre a utilização de empresas para desviar recursos públicos e os danos causados
à confiança nas instituições.

O QP tentou contato com os envolvidos, mas não obteve resposta. O espaço permanece
aberto para manifestações dos citados.

A operação destaca as fissuras de um sistema que permite a atuação de operadores“
nas sombras”, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa em contratos públicos
e licitações.
