# Em Juruti, projeto automatiza sistema de gestão de dados e aumenta qualidade da bauxita

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- Published: 2021-10-11T16:14:29-03:00
- Author: Redação

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Projeto apresentado pela Alcoa. Foto-Divulgação

A Alcoa foi destaque nacional no 23º Prêmio de Excelência da Indústria Minero-Metalúrgica
2021, da Revista Minérios & Minerales, por meio do projeto de Melhoria de Processos
de Gestão de Dados na planta de Juruti. Apresentado pela engenheira de Processos,
Rafaela de Oliveira, o projeto baseou-se na automatização de relatórios de produção
e processo, com informações em tempo real aos operadores dos instrumentos de campo,
possibilitando maior controle e consequentemente a redução de contaminantes e aumento
no índice da qualidade do produto.

De acordo com a engenheira, o grande desafio para a unidade era promover uma conexão,
fazendo com que grupos de colaboradores pudessem ter acesso à informação sobre os
dados.

“A informação ficava concentrada num grupo pequeno de pessoas. Os operadores que
trabalhavam em campo, praticamente, não tinham acesso a essa informação. Através
de um sistema – o OSIsoft- conseguimos maior conexão dos dados e a disponibilização
para mais pessoas, de forma que pudessem usá-los para ajudar na tomada de decisões
em campo de forma rápida e assertiva”, explica.

O projeto foi desenvolvido em três etapas: implantação, do historiador de dados 
e criação de telas interativas, treinamento da equipe operacional, que envolveu 
mudança de cultura e na rotina dos colaboradores e por último a otimização da instrumentação.

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Alcoa é destaque em prêmio de mineração. Foto-Divulgação

**Processo na prática**

Através de telas interativas, o operador tem acesso às cartas de controle das variáveis
controladas e de saída. Além disso, eles têm câmeras instaladas no circuito de alimentação,
onde conseguem perceber a variabilidade da característica física do minério.

“Eles conseguem perceber se o minério está mais argiloso, se está mais granulado
ou se é mais friável. A partir da característica física, com a informação do plano
de lavra e da geologia, conseguimos definir a estratégia: se podemos recuperar mais
material ou se devemos recuperar menos e focar no teor”, informa Rafaela de Oliveira.

O projeto reduziu os INPUTS manuais. Anteriormente, as informações eram repassadas,
via rádio, e dependia muito da comunicação de um operador com outro. “Hoje um operador
consegue associar um distúrbio que ele possui no processo, com o resultado de qualidade
que ele teve naquele horário. Além disso, 90% dos relatórios manuais foram automatizados,
o que representava seis horas diárias do operador na sala. Hoje, gastamos em torno
de uma hora”, ressalta a engenheira.

Com a implantação da melhoria do sistema de gestão de dados, verificou-se, entre
os principais resultados, a redução de contaminantes. A planta de Juruti conseguiu
aumentar em 0,22% o teor da alumina e reduzir em 0,17% o teor de sílica, o que representou
retorno financeiro de US$ 408 mil (cerca de R$ 2,2 milhões) em 1 ano de acompanhamento
do projeto.

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a-Alcoa-Juruti.-Foto-Divulgacao.jpg?resize=735%2C980&ssl=1)

Prêmio conferido à Alcoa Juruti. Foto-Divulgação

**_Fonte: Alcoa_**
