# Emater projeta cerca de R$ 1 milhão e meio de crédito rural para pescadores de Alenquer

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- Published: 2024-02-26T10:24:26-03:00
- Author: Redação

O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater),
em Alenquer, no Baixo Amazonas, está mobilizando pescadores artesanais da comunidade
Nova Esperança para contratos de crédito rural com o Banco da Amazônia (Basa). A
expectativa é que, até o fim do semestre, pelo menos 56 famílias recebam individualmente
até R$ 25 mil para comprar apetrechos, como malhadeira, e eventualmente para renovar
as pequenas embarcações, conhecidas na região como “bajaras”.

João Gabriel da Silva, de 22 anos, proprietário da Fazenda Nova Esperança I, é um
dos interessados. Atendido pela Emater desde 2020, o pescador trabalha também com
mandioca, milho, gado, carneiro e galinha caipira, ao longo de uma área total de
36 hectares. Na cabeceira do rio Cuipeia, a captura é sobretudo de acari, carauaçu,
piranha, tambaqui e tucunaré.

“Será um dinheiro muito bem-vindo. Precisamos reformar, reestruturar. Penso longo
em uma canoa melhor”, diz o trabalhador João Gabriel.

**Sustentabilidade**

No começo deste mês de fevereiro, a Emater promoveu, dentro da própria Nova Esperança,
em um núcleo comunitário, mais uma reunião com os pescadores, para esclarecer dúvidas
e fortalecer orientações. Uma das possibilidades é crédito rural pela plataforma
Basa Digital, na qual o acesso é acelerado, pelos desentraves burocráticos.

Para o chefe do escritório local da Emater em Alenquer, o técnico em agropecuária
Waldomiro Yared, o acompanhamento da Emater reforça o viés de sustentabilidade e
de segurança alimentar da pesca artesanal no município: “É uma atividade nobre, 
que valoriza tradições nutricionais, mas que exige respeito ao biossistema, para
preservar. Nossa parceria é de difusão tecnológica, educação ambiental, intermediação
de recursos”, explica.

De acordo com o especialista, ainda, o aporte financeiro deve aumentar a produtividade
e a qualidade dos produtos, repercutindo em geração de renda: “A família começa 
a ter capacidade de, por exemplo, investir na compra de isopor e de equipamentos,
para conservar o peixe por mais tempo e ampliar o leque de comercialização”, completa.

**_Fonte: Agência Pará_**
