# Estudo da Fiocruz revela que cães e gatos podem se infectar com a Covid-19

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- Published: 2021-05-17T09:57:23-03:00
- Author: Redação

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Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu que cães e gatos
podem ser infectados pela Covid-19. A análise foi feita no Rio de Janeiro entre 
maio e outubro de 2020 com 39 animais de estimação de 21 pacientes portadores do
coronavírus. No estudo, 6 entre 13 animais infectados ou soropositivos para SARS-
CoV-2 desenvolveram sinais leves, mas reversíveis da doença. Foram 29 cães e 10 
gatos investigados. 

Do total, nove cães (31%) e quatro gatos (40%) de 10 domicílios foram infectados
ou soropositivos para a Covid. Os animais testaram positivo 11 a 51 dias após o 
início dos sintomas do vírus em seus donos. Três cães testaram positivo duas vezes
com 14, 30 e 31 dias de intervalo. Os anticorpos neutralizantes da doença foram 
detectados em um cão (3,4%) e dois gatos (20%). Os animais castrados e que compartilharam
a cama com o proprietário doente foram os mais propensos à infecção da doença. Não
houve nenhum óbito registrado.

Após a confirmação dos casos humanos da Covid-19, os testes nos animais foram feitos
com swabs (cotonetes) nasofaríngeos/orofaríngeos e retais. Além disso, foram coletadas
amostras de sangue para análise laboratorial e teste de neutralização por redução
de placa (PRNT 90) para investigação de anticorpos específicos contra o coronavírus.

Os pesquisadores também avaliaram a presença de alterações clínicas e laboratoriais
associadas à infecção animal. Foram feitas até três coletas em dias diferentes de
cada animal, sendo a última coleta repetida cerca de 30 dias da primeira.

O estudo aponta que pessoas com diagnóstico da Covid-19 devem evitar o contato direto
com seus animais de estimação enquanto permanecerem doentes. Foi o que fez o estudante
João Paulo da Silva quando estava infectado pelo vírus. Durante o isolamento ele
preferiu não manter o contato com os seus animais de estimação. “Fiquei isolado 
no meu quarto e só saia quando precisava ir ao banheiro. Nenhum dos meus gatos adoeceram.
O estudo da Fiocruz é de extrema importância. Até porque eles [animais de estimação]
são seres vivos e estão ali conosco, principalmente os que convivem dentro da casa.”

**Como identificar a Covid-19 em cães e gatos?**

A infecção dos animais pela Covid-19 é passada pelos tutores. A veterinária Elida
Ribeiro explica que o primeiro passo é saber se o animal teve contato com alguma
pessoa contaminada e observar o pet. “Pode ser verificado alguns sintomas característicos
como febre, tosse, espirro, dificuldade para respirar, secreção ocular, diarreia
e vômito. Apresentando esses sinais clínicos é importante que o animal seja encaminhado
a uma clínica veterinária para que seja feita a consulta e a realização de exames
específicos como o PCR para o coronavírus”, explica.

Até o momento está comprovado que gatos são mais suscetíveis à infecção pelo novo
coronavírus e podem transmitir a doença para outros gatos em condições de laboratório.
No entanto, não é comprovada a transmissão do vírus dos cães para outros cães ou
gatos.

Não há nenhuma recomendação de uso de máscara de proteção contra o vírus em animais.
Além disso, o uso de álcool em gel nos cães e gatos não é recomendado, pois pode
provocar lesões dermatológicas.

**Como evitar que meu cão ou gato contraia a Covid-19?**

“A melhor maneira de se evitar que o pet contraia o coronavírus é impedir que ele
tenha contato com pessoas contaminadas. Caso exista em casa algum paciente contaminado
com o vírus, o ideal é que não se tenha contato com o pet. E, caso isso não seja
possível, encaminha-se o animal para um hotelzinho ou alguma casa de amigo que não
esteja contaminado até a remoção completa dos sinais e dos sintomas do paciente 
em questão”, explica a veterinária Elida Ribeiro.

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Se o tutor infectado precisa cuidar do seu cão ou gato, é necessário usar uma máscara
e higienizar as mãos antes e depois de interagir com ele. Outra medida preventiva
para quem está com o animal de estimação contaminado pela Covid-19 é recolher as
fezes com o uso de luvas, uma vez que podem conter o vírus, embora ainda não seja
comprovada a transmissão pelas fezes desses animais. As fezes e luvas usadas devem
ser descartadas em lixo comum e as mãos devem ser imediatamente higienizadas.

**_Fonte: Brasil 61_**
