# Após sucesso em Alter do Chão, exposição “Casa de Várzea” segue para Itaituba e Belém em janeiro e fevereiro

- Link: https://oquartopoder.com.br/exposicao-casa-de-varzea-segue-para-itaituba-e-belem-em-janeiro-e-fevereiro/
- Published: 2025-12-22T11:23:27-03:00
- Author: Redação

Após emocionar o público em Santarém, a exposição itinerante ‘_Casa de Várzea_‘,
da fotógrafa Bárbara Vale, já tem novas paradas confirmadas: em **janeiro**, a mostra
chega a **Itaituba**, e em **fevereiro**, segue para **Belém**, ampliando o alcance
do projeto que retrata o cotidiano e a identidade das famílias ribeirinhas da Amazônia
por meio da fotografia.

A primeira apresentação da exposição aconteceu durante o Festival Amazônia Queer,
entre os dias 18 e 20 de dezembro, em Alter do Chão, com uma experiência sensorial
e acessível por meio da instalação _Memórias Flutuantes_. A mostra reuniu 16 fotografias
que revelam a autenticidade, a sabedoria e os modos de vida presentes nas casas 
de palafitas, símbolos da relação histórica entre as comunidades amazônicas e os
rios.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-
2025-12-22-at-11.07.06.jpeg?resize=735%2C490&ssl=1)

Idealizado pela fotógrafa Bárbara Vale, o projeto busca valorizar um tipo de moradia
comum na região e fortalecer o sentimento de pertencimento de quem vive nesses espaços.
Segundo ela, a proposta da exposição é oferecer um novo olhar sobre as casas de 
várzea, destacando a beleza e a dignidade desse modo de viver, muitas vezes invisibilizado.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-
2025-12-22-at-11.07.07.jpeg?resize=735%2C490&ssl=1)

_Casa de Várzea_ é resultado de uma pesquisa visual iniciada em 2021, contemplada
pela Lei Aldir Blanc, e nasceu a partir das viagens profissionais da artista por
comunidades ribeirinhas. Ao longo desse percurso, Bárbara construiu um acervo sensível
e documental sobre a vida às margens dos rios.

Para o público, a exposição vai além da estética. A jornalista Mariana Vieira, uma
das visitantes, avalia que a mostra contribui para ampliar o conhecimento sobre 
a Amazônia e seus modos de vida, ao evidenciar a relação profunda das famílias com
o rio e o território.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-
2025-12-22-at-11.07.08.jpeg?resize=735%2C490&ssl=1)

Com uma proposta imersiva, a instalação _Memórias Flutuantes_ convidou os visitantes
a ocuparem simbolicamente esses espaços suspensos, compreendendo a arquitetura de
várzea como expressão de adaptação, respeito à natureza e identidade cultural. A
curadoria e acessibilidade do projeto ficaram a cargo de Keke Bandeira, que destaca
a diversidade presente nas margens dos rios do Baixo Amazonas, refletida nos aspectos
de sociabilidade, estética e locomoção retratados nas imagens.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-
2025-12-22-at-11.24.39-1.jpeg?resize=735%2C490&ssl=1)

Durante a exposição, o público foi transportado para o universo das habitações ribeirinhas,
com conteúdo apresentado de forma acessível, incluindo audiodescrição e tradução
em Libras, garantindo uma experiência inclusiva.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-
2025-12-22-at-11.24.39.jpeg?resize=735%2C490&ssl=1)

### Itinerância da exposição “Casa de Várzea”

**Itaituba** – Exposição fotográfica: janeiro

**Belém** – Exposição fotográfica: fevereiro
