# Freio no bolso

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- Published: 2026-09-21T12:29:57-03:00
- Author: Redação

Capital do maior PIB per capita do País, e meca do mercado imobiliário nacional,
Brasília tornou-se um termômetro de como está o setor da casa própria – e hoje há
um claro freio no segmento. Com a alta Selic (13,75%) e bancos dificultando empréstimos,
parte da população parou de comprar, e outra usa um “teto” menor para o investimento.
Pesquisa Loft/Offerwise mostra que 50% dos moradores de Brasília que pretendem comprar
um imóvel nos próximos 12 meses planejam gastar entre R$ 351 mil e R$ 800 mil (o
que é desejado também por 71% dos vendedores). O mercado está tão parado que a **
Coluna** descobriu três situações: uma construtora tem quase R$ 600 milhões em imóveis
travados para vender. Outra passou a oferecer bancar custos de ITBI e registro do
imóvel. E uma terceira, de alto padrão, oferece um carro elétrico zero km na garagem
para quem adquirir o apartamento. O levantamento da Loft/ Offerwise também aponta
que 75% dos vendedores estão dispostos a conceder desconto e 63% aceitam reduzir
até R$ 50 mil do valor do imóvel.

**É só o Poder**

No que conota desespero eleitoral pela sua reeleição, o presidente Lula da Silva(
PT) mete no bolso do brasileiro a tentativa se manter no Palácio. O que se descobre
é que o projeto é de Poder, não de Estado: o reajuste do Bolsa Família e a distribuição
de “canetinha emagrecedora” no SUS, a duas semanas do pleito, vão custar perto de
R$ 130 bilhões de despesas em quatro anos. No País que já tem déficit nas contas
públicas.

**Xerifão (ou não)**

Xerifão judicial do Rio de Janeiro, o desembargador do TJ-RJ Ricardo Couto mostra
a que veio no mandato tampão de governador: reestruturou as contas e contratos do
Estado, cortou 1.800 comissionados políticos, mas curiosamente a folha salarial 
aumentou R$ 169 milhões na gestão. Manteve subsídios para a poderosa Fetranspor 
e patrocínio milionário para projetos culturais de um grande grupo de mídia parceiro.

**Do armazém**

Com dificuldade do País em guardar suas safras, o Governo finaliza proposta para
reorganizar as regras dos Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (CLIAs) e 
criar o A2, modelo de armazém alfandegado, com possibilidade de migração dos portos
secos e CLIAs. A advogada Marcela Bocayuva afirma que “estabelecer regras estáveis
significar criar segurança jurídica e atrair investimentos”. E melhora a infra logística.

**Pacto Global**

O Pacto Global da ONU – Rede Brasil realizou a 5ª edição do SDGs in Brazil, em Nova
York. Reuniram-se mais de 200 empresários e autoridades para apresentar resultados
em clima, governança, anticorrupção e direitos humanos. A quatro anos do prazo da
Agenda 2030, a intenção é demonstrar a transição dos compromissos corporativos para
dados reais e rastreáveis, posicionando a sustentabilidade como estratégia de resiliência.

**Prêmio iCS**

As inscrições para a 2ª edição do Prêmio iCS de Economia e Clima foi prorrogada.
Os interessados em participar têm até o dia 2/10 para se cadastrarem. Promovida 
pelo HUB do iCS e ANPEC, a iniciativa reconhece estudos que ampliem o conhecimento
sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no País. Os três melhores trabalhos
receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente.
