# Governador do Amazonas, Wilson Lima, é alvo de operação da Polícia Federal

- Link: https://oquartopoder.com.br/governador-do-amazonas-wilson-lima-e-alvo-de-operacao-da-policia-federal/
- Published: 2021-06-02T10:10:00-03:00
- Author: Redação

O governador do Amazonas, Wilson Lima, é um dos alvos da quarta fase da Operação
Sangria, da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (2). Na ação, que apura supostas
fraudes em licitação e desvios de recursos públicos durante a pandemia da covid-
19, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária
nas cidades de Manaus e Porto Alegre, além de sequestro de bens e valores.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2021/06/operacao-PF_casa-
Wilson-Lima-Foto-Divulgacao-2.jpeg?w=735&ssl=1)

**Casa do governador do Amazonas foi um dos alvos da operação da Polícia Federal
nesta quarta-feira. Foto: Divulgação/D24**

As buscas estão sendo feitas na casa de Wilson Lima, na sede do governo do Amazonas,
na Secretaria de Saúde, na casa do secretário de Saúde, Marcellus Campêlo. A casa
do dono do Hospital Nilton Lins e o hospital também estão na lista.

Crimes
Segundo a PF, há indícios de que funcionários da Secretaria de Estado de 
Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer um grupo de 
empresários locais para a construção de um hospital de campanha, sob orientação 
da cúpula do governo do estado. “Esse local não atende às necessidades básicas de
assistência à população atingida pela pandemia covid-19, bem como coloca em risco
de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade”.

Os contratos assinados em janeiro de 2021 com o governo do Amazonas para serviços
de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem no hospital
de campanha têm indícios de irregularidades no processo licitatório, prática de 
sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Fraudes
Os indiciados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato
e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de
até 24 anos de reclusão. (ABr)
