# Gripe aviária: produtor deve reforçar segurança, recomenda associação

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- Published: 2023-05-23T16:15:00-03:00
- Author: Redação

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O Atobá Mergulhão sobrevoa a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro.

Os oito casos de gripe aviária confirmados em aves silvestres no Brasil acendem 
um sinal de alerta entre produtores industriais no país, A avaliação é do presidente
da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. “O Brasil era
o único grande produtor onde [a gripe] não tinha chegado. Agora chegou no nosso 
território, e a gente tem condição de mantê-la longe da produção para que isso não
tire comida da mesa do nosso consumidor”, enfatizou.

Até o momento, sete casos foram confirmados no Espírito Santo, nos municípios de
Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares e Itapemirim; e um no estado
do Rio de Janeiro, em São João da Barra. Além da espécie Thalasseus acuflavidus (
nome popular trinta-réis-de-bando), há ainda aves Sula leucogaster (atobá-pardo)
e Thalasseus maximus (trinta-réis real).

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Santin lembrou que 
os casos em humanos são raros – cerca de 800 ao longo de toda a história, a maioria
na Ásia, onde os produtores comumente criam as aves dentro de casa. “É como uma 
gripe normal. As pessoas, para se infectarem, têm que estar com imunidade baixa 
e ficar muito expostas ao vírus. Então, se você simplesmente passa perto, não tem
problema.”

Segundo o presidente da ABPA, a infecção em humanos exige o contato direto com secreções
da ave doente, expelida pelos olhos, pela boca, pela urina ou pelas fezes. “Por 
isso, é muito raro que as pessoas peguem. Mas é preciso evitar qualquer exposição
exatamente para minimizar os riscos.”

“O que as pessoas têm que fazer? Se você vir uma ave doente, cambaleante, com sinais
nervosos, caminhar [de modo] diferente, ou meio tonta, não pegue, chame o serviço
veterinário, o auditor fiscal federal agropecuário”, disse. Aos produtores, cabe
reportar, triplicar as medidas de segurança, não deixar entrar na granja, revisar
os selamentos e, acima de tudo, ter roupas e calçados exclusivos para entrar nos
aviários e trazer proteção aos animais.

**Entenda**

O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoossanitária
em todo o território nacional em função de casos de gripe aviária detectados em 
aves silvestres. A portaria, assinada pelo ministro Carlos Fávaro, foi publicada
em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta segunda-feira (22) e tem
validade de 180 dias.

De acordo com a pasta, o objetivo da medida é evitar que a doença chegue à produção
de aves de subsistência e comerciais, além de preservar a fauna e a saúde humana.
Ainda segundo o ministério, a declaração de estado de emergência zoossanitária possibilita
a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios e organizações
governamentais nas três instâncias e não governamentais.

A portaria também prorroga, por tempo indeterminado, a suspensão da realização de
exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves, além da criação
de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos
registrados no ministério.

“A medida se aplica a quaisquer espécies de aves de produção, ornamentais, passeriformes,
aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades”,
detalhou a pasta.

**_Fonte: Agência Brasil_**
