# Hipertensão avança entre jovens e acende alerta no Brasil: doença silenciosa exige prevenção e controle

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- Published: 2026-04-27T05:42:15-03:00
- Author: Redação

Celebrado neste domingo (26), o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão
Arterial reforça um alerta cada vez mais urgente: a pressão alta, tradicionalmente
associada a adultos e idosos, tem atingido também adolescentes e até crianças, tornando-
se um problema de saúde pública ainda mais preocupante.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a hipertensão arterial é uma doença
silenciosa, que muitas vezes evolui sem apresentar sintomas claros. O Ministério
da Saúde define a condição como crônica e caracterizada por níveis elevados de pressão
nas artérias, o que obriga o coração a trabalhar mais do que o normal para bombear
o sangue pelo corpo. Esse esforço excessivo pode desencadear complicações graves,
como acidente vascular cerebral, infarto, aneurismas e insuficiência renal e cardíaca.

Embora em cerca de 90% dos casos haja influência genética, diversos fatores contribuem
para o aumento da pressão arterial, como tabagismo, consumo excessivo de álcool,
obesidade, estresse, alimentação rica em sal, colesterol elevado e sedentarismo —
hábitos cada vez mais comuns no cotidiano da população.

Uma mudança recente nas diretrizes médicas também reforça a necessidade de atenção
precoce. A chamada pressão “12 por 8”, antes considerada normal, passou a ser classificada
como pré-hipertensão, segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia,
em conjunto com outras entidades. A nova classificação busca identificar mais cedo
quem está em risco e incentivar mudanças no estilo de vida antes que o quadro evolua.
Hoje, níveis abaixo de 12 por 8 são considerados ideais, enquanto valores a partir
de 14 por 9 já configuram hipertensão em diferentes estágios.

Os sintomas, quando aparecem, costumam indicar que a pressão já está elevada. Entre
os sinais mais comuns estão dores no peito, dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido,
fraqueza, visão embaçada e sangramentos nasais. Por isso, medir a pressão regularmente
é a principal forma de diagnóstico. A recomendação é que pessoas a partir dos 20
anos façam a aferição pelo menos uma vez ao ano — ou com maior frequência em casos
de histórico familiar.

Apesar de não ter cura, a hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico
e tratamento adequado. O SUS oferece gratuitamente medicamentos por meio das unidades
básicas de saúde e do programa Farmácia Popular, facilitando o acesso da população
ao controle da doença.

Especialistas reforçam que a prevenção ainda é o melhor caminho. Manter uma alimentação
equilibrada, reduzir o consumo de sal, praticar atividades físicas, evitar o cigarro
e o álcool em excesso, além de controlar o peso e doenças como diabetes, são atitudes
fundamentais para evitar que a pressão alta se torne uma ameaça silenciosa à saúde.
