# Idoso de 96 anos em estado grave expõe denúncia sobre atendimento na saúde de Ananindeua

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- Published: 2026-09-05T21:06:18-03:00
- Author: Redação

Uma denúncia envolvendo um idoso de 96 anos, diabético e com necrose no pé, colocou
em xeque a qualidade do atendimento na saúde pública de Ananindeua. Segundo familiares,
o paciente teria sido orientado por um médico da UPA do Icuí-Guajará a retornar 
para casa, apesar da gravidade do quadro e da existência de leito disponível na 
unidade. A família afirma que precisou pressionar a equipe para garantir procedimentos
considerados essenciais, como a troca da sonda gástrica e a realização de curativos.

O caso contrasta com a imagem de excelência apresentada pela gestão municipal em
campanhas e divulgações oficiais sobre os serviços de saúde. Para os familiares,
a experiência na unidade expôs dificuldades enfrentadas por pacientes em situação
de vulnerabilidade e levantou questionamentos sobre a qualidade do atendimento oferecido
à população.

## Família relata dificuldade para garantir atendimento

De acordo com o relato da família, o idoso chegou à UPA com um quadro considerado
grave, especialmente em razão da diabetes e da necrose no pé. Ainda segundo os familiares,
houve uma tentativa de encaminhá-lo de volta para casa, mesmo com a disponibilidade
de leito na unidade.

A situação teria mudado após a insistência dos familiares, que cobraram a permanência
do paciente e a realização dos cuidados necessários. Entre os procedimentos realizados,
estão a troca da sonda gástrica e os curativos.

O episódio reacende o debate sobre a diferença entre os indicadores e a propaganda
institucional e a experiência de quem depende diariamente da rede pública de saúde.
O caso também levanta questionamentos sobre protocolos de atendimento e assistência
a pacientes idosos com quadros graves.

## Contraste com discurso oficial

A gestão de Daniel Santos, que comandou Ananindeua, utilizou em sua comunicação 
institucional resultados e reconhecimentos na área da saúde para apresentar o município
como referência no atendimento à população.

A denúncia, entretanto, mostra uma experiência diferente vivida por uma família 
dentro de uma unidade de emergência. O episódio não permite, isoladamente, concluir
que exista um problema generalizado na rede municipal, mas reforça a necessidade
de esclarecer as circunstâncias do atendimento e verificar se os protocolos previstos
foram cumpridos.

A família cobra respostas sobre a conduta adotada no caso e sobre as condições oferecidas
ao paciente. A situação também deve ser analisada pelas autoridades responsáveis
pela fiscalização da saúde pública, caso sejam formalizadas denúncias.

Até a publicação, não foram apresentados no relato os posicionamentos da direção
da UPA ou da Secretaria Municipal de Saúde sobre o atendimento.
