# Incêndio no Hospital Municipal de Santarém provoca caos na saúde no Baixo Amazonas

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- Published: 2023-09-22T08:32:00-03:00
- Author: Redação

Nesta sexta-feira (22), encerra o prazo para que a Prefeitura de Santarém, no oeste
do Pará, apresente ao Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), os projetos de adequações
das instalações elétricas, rede de gases, da prevenção e combate a incêndio do Hospital
Municipal de Santarém. Essas são todas as exigências legais para a reabertura do
HMS.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2023/09/hospital-1.
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**Hospital Municipal de Santarém está interditado desde o último dia 12 de setembro**

O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) acompanha atentamente a situação do Hospital
Municipal de Santarém, que segue interditado.

A entidade destaca, [em publicação feita em seu site institucional](https://sindmepa.org.br/2023/09/incendio-no-hospital-municipal-de-santarem-provoca-caos-na-saude-no-baixo-amazonas/),
que desde 2021 o Hospital responde a um processo no TJE determinando que sejam corrigidas
uma série de inconformidades apontadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). De
acordo com as denúncias do MPE, o Hospital estava funcionando sem as licenças da
Secretaria Estadual de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente, Vigilância Sanitária 
e Corpo de Bombeiros.

A publicação do Sindmepa relembra que o fechamento do único Hospital ‘porta aberta’
da região aconteceu no dia 12 de setembro, quando um incêndio destruiu principalmente
o berçário e a ala da obstetrícia. As outras alas do Hospital também ficaram sob
risco e foram transferidos imediatamente cerca de 230 pacientes, desde casos mais
leves a mais graves que estavam internados nos diversos setores do HMS.

“Acompanhamos essa situação com muita preocupação porque a interdição torna mais
crítica a situação da saúde pública no Baixo Amazonas. Perdemos os únicos sete leitos
de UTI da rede pública municipal e o Hospital Municipal é responsável pelo atendimento
de pacientes de Santarém e outros 19 munícipios da região. Vivemos uma situação 
emergencial gravíssima, mas só deve haver a desinterdição se a Lei estiver sendo
cumprida, para garantir que todas as condições de segurança estejam sendo cumpridas
conforme já foram apontadas em juízo”, destaca a diretora do Sindmepa, Nástia Irina
Santos.

A diretora ressalta que a interdição do Hospital de Santarém deixa ainda mais evidente
a necessidade de ampliação da capacidade de atendimento médico no município, que
hoje está abaixo do que determina a Organização Mundial da Saúde (OMS) com a necessidade
de 1 a 3 leitos de UTI por 10 mil habitantes, o que totaliza 30 leitos de UTI, no
mínimo, para Santarém que tem apenas 7 leitos de UTI no Hospital Municipal.

“É crítico o déficit de leitos hospitalares no município de Santarém e na região
do Baixo Amazonas. Os governos municipais e o governo do Estado têm que ampliar 
urgentemente os leitos na região para diminuir o sofrimento da população”, avalia
Nástia Irina salientando que “Santarém dispõe de apenas 153 leitos no Municipal 
e só a cidade necessitaria hoje de 3 a 5 leitos para cada mil habitantes, ou seja,
pelo menos 900 leitos para a cidade toda. É uma situação emergencial”.

A diretora lembra que o Secretário de Infraestrutura de Santarém tem declarado que
não há como concluir o Hospital Materno Infantil antes do ano de 2024.

“Não podemos aceitar essa situação de descaso com a população do Baixo Amazonas.
O Sindmepa reitera seu compromisso de luta pela melhoria da qualidade dos serviços
de saúde pública; e pela garantia de condições de trabalho seguras e dignas para
os trabalhadores da saúde no Pará”, finaliza Nástia Irina.

[As informações são do Sindmepa](https://sindmepa.org.br/2023/09/incendio-no-hospital-municipal-de-santarem-provoca-caos-na-saude-no-baixo-amazonas/)
