# Infâncias Ribeirinhas e a relação com o rio e a floresta serão retratadas no documentário “Amazônidas”

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- Published: 2024-09-02T17:22:35-03:00
- Author: Redação

O episódio “Infâncias Ribeirinhas” da série documental “Amazônidas” retratará as
particularidades do “crescer” na Amazônia, acompanhando como crianças e jovens se
relacionam com os rios e a floresta, construindo suas identidades a partir da conexão
com o meio ambiente.

“Amazônidas” é uma série documental idealizada pelo antropólogo Diego Alano Pinheiro.
O projeto foi selecionado pelo Edital de Audiovisual Fomento Inciso I – Lei Paulo
Gustavo, do estado do Pará. Composta por cinco episódios, a produção revelará narrativas
de comunidades quilombolas, populações negras, indígenas, ribeirinhas e LGBTQIAPN
+.

No episódio sobre as Infâncias ribeirinhas, quatro histórias de vida mostram como
é viver às margens dos rios Tapajós e Arapiuns, na Amazônia Paraense.

Victor Júnior, de 11 anos, nascido em comunidade Igarapé-Açu (Rio Tapajós, em Santarém-
PA), é um dos personagens do documentário. Comunicativo e brincalhão, o menino compartilhou
que ama tomar banho de rio e se aventurar nas águas com a sua canoa. Mas sua rotina
não é só de brincadeiras: todos os dias, ele atravessa o Rio Tapajós para ir à escola
em Santarém.

“Eu gosto de estudar porque quero ser professor ou médico para cuidar da minha família”,
compartilhou Victor. A história do menino é uma prova da força da infância ribeirinha
na Amazônia.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Victor_Junior_11_anos_Comunidade_Igarape_Acu_Foto_Muruci_Producoes.
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Victor Júnior (Foto: Divulgação/Muruci Produções)

Luan Cardoso, de 12 anos, estudante do 7º ano na Escola Nossa Senhora de Fátima,
na comunidade Anã (Rio Arapiuns) revelou para a equipe da Muruci Produções, como
se sente feliz em crescer rodeado pela natureza. Luan narrou que seu passatempo 
preferido é nadar nos rios e igarapés da região.

“Nascer na Amazônia é muito legal porque tem o som dos pássaros, das árvores. Gosto
muito de tomar banho de rio e igarapé,” disse Luan.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Luan_Cardoso12_anos_Foto_Muruci_Producoes.
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Luan Cardoso (Foto: Divulgação/Muruci Produções)

Elizana Amorim, ou Eliza, como gosta de ser chamada, é uma jovem de 19 anos que 
nasceu e cresceu na comunidade de Anã, às margens do Rio Arapiuns. Formada na Escola
de Militância Socioambiental, Eliza é ativista socioambiental e atua como condutora
de turismo de base comunitária.

“Neste documentário eu vou contar a minha própria história e a história do meu povo,
porque ribeirinhos também têm voz,” afirma Eliza.  Sua história no episódio destaca
a importância da voz da juventude ribeirinha e seu papel na proteção do meio ambiente.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Eliza_Amorim_19_anos_Foto_Muruci_Producoes.
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Eliza Amorim (Foto: Divulgação/Muruci Produções)

Outro entrevistado para este episódio da série foi Maickson Serrão, 31 anos. Apesar
de adulto, é um exemplo de como a infância ribeirinha pode influenciar na promoção
de líderes globais.

Nascido e criado na Vila de Boim, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, Maickson
é educador, jornalista, empreendedor social, _showrunner_ do Podcast Original Spotify
Pavulagem, dedicado a contar histórias sobre a cultura amazônica.

Em 2023, Maickson representou a Amazônia no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça,
e hoje faz parte da rede de líderes da Fundação Lemann, uma das principais ONGs 
do Brasil no setor da Educação. “Vou compartilhar minha perspectiva e visão de mundo
e talvez inspira outros jovens, mostrando a força da juventude e o que podemos fazer
para preservar a Amazônia,” refletiu Maickson.

Além das Infâncias Ribeirinhas, o documentário abordará a educação interétnica, 
os saberes ancestrais, a diversidade de gênero e sexualidade, além das crenças.

A série conta com uma equipe de profissionais majoritariamente paraenses e já realizou
gravações em localidades como: Igarapé-Açú, Alter do Chão, Santarém, Oriximiná, 
Monte Alegre, Altamira, Oriximiná, Castanhal e Belém.

O lançamento da série documental está previsto para ocorrer em dezembro no cinema
de Santarém (Pará) e nas plataformas digitais.
