# Instituto Juruti Sustentável comemora 15 anos de atuação em prol do desenvolvimento sustentável

- Link: https://oquartopoder.com.br/instituto-juruti-sustentavel-comemora-15-anos-de-atuacao-em-prol-do-desenvolvimento-sustentavel/
- Published: 2023-08-25T14:13:28-03:00
- Author: Redação

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IMG_20220727_183159.
jpg?resize=735%2C551&ssl=1)

Neste mês de agosto, o Instituto Juruti Sustentável (IJUS) completa 15 anos de atuação
na região amazônica, inspirado pela união de diversas organizações locais, o Instituto
Juruti Sustentável (IJUS) traz à vida um ambiente concreto e viável para a sustentabilidade.
Ao somar as qualidades únicas de cada parceiro, o IJUS se destaca como um espaço
de reflexão, debate e engajamento em questões prioritárias locais. Em resumo, o 
IJUS é um espaço de reflexão, de debate e de engajamento em temas locais prioritários.
Com um total de 119 associados que incluem representantes do poder público, da sociedade
civil e de empresas locais.

Criado em 20 de agosto de 2008 como Conselho Juruti Sustentável (CONJUS) e coordenado,
na época, por José Maria Vieira (já falecido), o IJUS é reconhecido como Organização
de Utilidade Pública pelo Governo do Estado. Em 2015, ocorreu a fusão do CONJUS 
com o Fundo Juruti Sustentável (FUNJUS), estabelecendo assim o Instituto Juruti 
Sustentável (IJUS).

Neste dia 23, um jantar comemorativo marcou a celebração dos 15 anos do instituto.
Durante o evento, a atual presidente da organização, Maria Raimunda Melo (Deise),
destacou que ao longo dos últimos quinze anos, o IJUS tem se dedicado incansavelmente
a aprimorar a qualidade de vida das pessoas.

Para ela, o IJUS é um exemplo vivo de como o diálogo é essencial para o progresso.“
Desde o início, estabelecemos a sustentabilidade como um dos pilares fundamentais
de nossa organização. Acreditamos que é através desse diálogo contínuo que podemos
enfrentar os desafios atuais e futuros de forma efetiva. Expressamos nossa profunda
gratidão a todos aqueles que já contribuíram para o sucesso do IJUS e estamos ansiosos
para continuar nossa missão de criar um impacto positivo e duradouro na qualidade
de vida das pessoas em nosso território”, comentou.

**IJUS em números**

Nesses 15 anos de atuação, o IJUS contabiliza cifras expressivas. São mais de R$
1,5 milhão investido em projetos, via FUNJUS, R$ 12 milhões em recursos atraídos
para o território, por meio de parcerias, mais de R$ 5,6 milhões em recursos captados,
através de editais, e mais de 50 mil pessoas beneficiadas diretamente. Na prática,
entre inúmeras ações que o IJUS mantém ou apoia, ele monitora indicadores socioeconômicos
e ambientais de desenvolvimento local, através do Índice de Progresso Social (IPS
Amazônia), mantem uma Escola de Sustentabilidade de Juruti (ESJ), fruto de parceria
com o Instituto Alcoa para formação de lideranças locais e mantem o Banco Juruti
Sustentável (BANJUS).

O Instituto desenvolveu um modelo dinâmico para a Escola de Sustentabilidade de 
Juruti, formando alunos de diferentes faixas etárias, provenientes das áreas rural
e urbana do município. Além disso, a ESJ mobilizou 69 organizações locais e alcançou
diretamente 289 pessoas, além de impactar indiretamente cerca de 700 indivíduos.
Mais sobre a sua atuação é contada no livro “A Construção Coletiva de uma Escola
de Sustentabilidade em Juruti, Pará”.

**Impulso ao Empreendedorismo Local**

Em um feito inédito para este ano, o Banco Juruti Sustentável (Banjus) foi lançado
com o objetivo de democratizar o acesso ao microcrédito reembolsável. Em uma parceria
com o FUNJUS e a Alcoa Foundation, o banco comunitário recebeu um investimento inicial
de R$ 850 mil. Essa iniciativa visa impulsionar o desenvolvimento de empreendimentos
sustentáveis tanto em Juruti quanto em suas comunidades, priorizando o crescimento
local. O Banjus oferece crédito para empreendimentos que não têm acesso aos bancos
tradicionais, beneficiando artesãos, produtores e pequenos negócios em ambientes
urbanos e rurais.

O FUNJUS tem sido essencial na trajetória do IJUS por defender as bandeiras das 
mulheres, do jovem empreendedor rural, da juventude, de resíduo ambiental e da conservação
e uso sustentável da biodiversidade, que resultaram em 137 projetos investidos diretamente,
sendo 79% deles em comunidades rurais e 21% na área urbana.

**Impulso Notável nos Últimos 5 Anos**

Os resultados dos projetos tiveram um impacto positivo nos habitantes de Juruti 
e suas comunidades, e esse efeito também se refletiu nos parceiros. Nos últimos 
cinco anos, observamos a adesão de novos e importantes aliados, impulsionados pelo
ambiente de inovação promovido pelo IJUS. Esse crescimento contínuo fortalece o 
impacto local, com foco na expansão do capital humano, na produção, no estímulo 
ao protagonismo jovem e feminino nos negócios, e na ocupação de espaços por toda
a sociedade local.

Um exemplo recente é o Projeto Indicadores de Sustentabilidade e Gestão na Amazônia(
Ingá), que adentrou sua segunda fase de execução. Ao longo de 18 meses, será investido
mais de R$ 2,7 milhões para promover a formação de capital humano em Juruti, no 
Pará. Os objetivos incluem a gestão autônoma do território, a proteção e conservação
das florestas nativas, a restauração de áreas degradadas, o apoio ao empreendedorismo
e a criação de um Observatório de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável em 
conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Nesta fase, iniciativas de energia renovável estão sendo implementadas para melhorar
as condições de vida das famílias. Isso inclui a distribuição de kits solares para
30 famílias, filtros de água para outras 60 famílias e telefones rurais para mais
30 famílias. Outro destaque é o programa Juruti UP, que busca fomentar o empreendedorismo
sustentável entre os jovens locais. Oficinas de empreendedorismo sustentável envolverão
mais de 450 jovens, com o objetivo de estimular ideias de negócios alinhados à floresta,
biodiversidade e agricultura sustentável.

Parceiros notáveis deste projeto incluem a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento
Internacional (USAID), a Alcoa Foundation, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (
PPA), a Aliança Bioversity & CIAT, além de novos parceiros como a Citi Foundation
e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia (CEA).

**Empoderamento feminino**

O Programa de Formação Dona’s é um notável exemplo a ser destacado, trazendo empoderamento
às mulheres da região. Esse programa resgata e fortalece o empoderamento feminino
ao capacitar pequenas empreendedoras locais, oferecendo oportunidades de aprendizado.
Até o mês de dezembro deste ano, o programa consiste em encontros semanais, abordando
temas como gestão administrativa e financeira, marketing, vendas, desenvolvimento
pessoal, formalização e igualdade de gênero. Adicionalmente, as participantes recebem
orientação e acompanhamento remoto para melhor conduzir seus negócios, buscando 
novas demandas e refinando processos. Uma parceria com o Consulado da Mulher e o
Instituto Alcoa.

**Ações Humanitárias**

A pandemia de COVID-19 trouxe uma oportunidade de reforçar a solidariedade entre
organizações locais. Ao longo de mais de três anos de combate à pandemia, os Projetos
Juruti Contra COVID-19 e Saúde na Floresta promoveram ações humanitárias fundamentais,
incluindo o combate à pandemia, a comunicação de risco e o engajamento comunitário.
Como resultado desses esforços, nesta última etapa, 619 pessoas foram imunizadas,
406 receberam a vacina contra a COVID-19, e foram doadas unidades de álcool em gel,
carrinhos de limpeza funcionais, 8 toneladas de álcool em gel, e realizadas 11 campanhas,
entre outras ações significativas.

**Lideranças ao Longo dos Anos – presidências**

Diversas lideranças desempenharam papéis cruciais na trajetória do IJUS ao longo
dos anos. Conversamos com cada um deles, buscando ouvi-los e compartilhar alguns
aprendizados desta trajetória.

Antônio João Teixeira Campos Silva, fez parte da Secretaria Geral do CONJUS entre
2008 a 2010 na função de coordenador, representando o poder público. Ele lembra 
que a entidade nasceu da necessidade de diálogo entre a prefeitura, comunidades 
e empresas que atuavam em Juruti na fase de licenciamento ambiental da mina de extração
de bauxita da Alcoa. “Hoje, vemos uma evolução muito grande do que era o CONJUS 
e o que é o IJUS. Foram muitas conversas, e a cada vez que a gente aprofundava mais
dúvidas surgiam, mas que aos poucos foram sendo dirimidas. Foi um caminho bastante
democrático e participativo. Hoje temos os caminhos e as instituições tem o IJUS
como referência e obtém respostas e isso é fundamental”, endossa.

Entre 2011 a 2013, Francisco Oliveira, da sociedade civil, assumiu a Coordenação
Executiva do CONJUS. Ele lembra que o Conselho começou com a grande participação
maciça das comunidades, das entidades e da prefeitura. Para ele, são as comunidades
que conhecem com maior profundidade a realidade local. “Através do CONJUS, a gente
sabia das necessidades das pessoas, do município e a gente aprendia através da busca
de conhecimento. Quando saí do Conselho senti muita falta, mas valeu muito estar
nele”, considera.

Entre os anos de 2013 e 2015, Assunção Mascarenhas, representante da sociedade civil,
esteve na presidência do CONJUS/IJUS e diz que o legado da organização tem sido 
de avanços. “Mas, acredito que o IJUS ainda tenha uma tarefa extraordinária daqui
para frente. Demos, realmente, uma mexida na sociedade dada a necessidade de se 
ter o Conselho (CONJUS) para defender o interesse da comunidade e do município como
o todo, sempre pensando na política de desenvolvimento sustentável de Juruti”, avalia.

Gustavo Hamoy foi presidente do IJUS entre 2015 e 2017, como representa de empresas,
e lembra com alegria dos desafios e conquistas. “É uma alegria poder contribuir 
com o município de Juruti e entorno. Um dos marcos importantes na minha gestão foi
o lançamento do primeiro edital para projetos. É gratificante quando a gente lembra
a linha do tempo e vê os marcos históricos do IJUS e como ele contribuiu para o 
desenvolvimento local”, lembra.

Como representante da sociedade civil, Idaliana Albuquerque foi presidente do IJUS
entre os anos de 2017 a 2019. Para ela, a força do Instituto sempre foi a capacidade
de diálogo com a sociedade civil e o poder público. “Nossa relação sempre foi amigável,
pois nosso foco sempre foi o melhor para nossa população. Fui a primeira mulher 
presidente do IJUS e tenho muita esperança que nós vamos muito longe, pois falar
de sustentabilidade e do IJUS é falar de conquistas e isso me deixa feliz em fazer
parte dessa história”, reflete.

**_Fonte: Instituto Juruti Sustentável_**
