# Interpretação é a base da prova de Linguagens do Enem; veja dicas

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- Published: 2026-10-12T05:51:52-03:00
- Author: Redação

Saber interpretar textos é tão importante quanto conhecer os conteúdos na prova 
de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, que faz parte do primeiro dia do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para 8 de novembro. 

**Uma das formas de se preparar é resolver questões de edições anteriores, prestando
atenção nos comandos e nos contextos que envolvem os assuntos**. O professor Eduardo
Calbucci explica que as habilidades avaliadas em Linguagens seguem um histórico 
consolidado.

“O Enem tem uma matriz de referência que é a mesma desde 2009. Então, a prova tem
um grau de previsibilidade bastante grande”. 

> “A primeira orientação que a gente dá aos alunos é estudar provas anteriores. 
> As habilidades que estão sendo exigidas pelo Enem são as mesmas há 16, 17 anos.”

O professor Eli Carlos Guimarães define que a espinha dorsal da prova é a leitura
e a interpretação de texto.

“Todo ano, mais de um terço das questões exige análise de gêneros textuais, como
charge, artigo de opinião, resenha, canções, postagens digitais, além de variação
linguística e funções da linguagem. O texto muda, mas a habilidade cobrada é totalmente
previsível”.

## Como lidar com os textos durante a prova

Para o estudante Pedro Augusto Rocha Rodrigues, de 18 anos, o grande volume de leitura
nas questões é um dos desafios da avaliação.

“Como sempre, o Enem tem muito texto, uma coisa muito bruta para ser processada,
digerida. Se você não entende o comando, não tem como você resolver a questão de
uma forma adequada”.

O professor Eli concorda com o Pedro e detalha que **a melhor estratégia para a 
prova é ler primeiro o comando da questão, que fica abaixo do texto**. 

> “Sabendo exatamente o que a banca está pedindo, você vai para o texto com um olhar
> focado na informação correta. Dessa forma, você economiza tempo e evita releituras
> desnecessárias.”

Na reta final, o professor recomenda revisar funções da linguagem, variação linguística
e coesão textual, com foco em conectores, como “contudo”, “portanto” e “embora”,
entendendo como as palavras se articulam para construir o sentido do texto. 

## O que cai em Literatura?

**O mais importante é compreender as relações entre o contexto histórico, as ideias
de uma época e as características das obras literárias, os temas**. O professor 
exemplifica que o contexto do modernismo brasileiro e da Semana da Arte Moderna 
de 22 ajuda a entender a busca por novas formas de expressão que marcaram a época.

Entre os conteúdos e autores que merecem revisão, Eli destaca:

> “Modernismo, principalmente a primeira e segunda fases, com Drummond, Graciliano
> Ramos, Cecília Meirelles, o realismo de Machado de Assis e o romantismo. Também
> ficar atento à literatura contemporânea, porque ela dá voz a pautas sociais, como
> as obras de Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus e a literatura indígena”.

## Língua estrangeira

No Inglês, é preciso ir além da leitura tradicional de textos, como explica o professor
Tiago Gentil.

“O Enem tende a empregar não somente textos e interpretação, mas a relação entre
imagens, diagramas, situações do dia a dia e documentos. Não é se ater somente ao
vocabulário, à gramática, mas se atentar a contextos, à mensagem global do que está
sendo dito”.

Segundo Gentil, poemas em Inglês têm aparecido nas edições mais recentes do exame.

**Em Espanhol, um dos cuidados é com os falsos cognatos: palavras parecidas nos 
dois idiomas, mas com significados diferentes**. Esse é o alerta do professor Júlio
Manuel Sanchez Tello.

> “Por exemplo: para nós, falantes da língua espanhola, algo esquisito é algo requintado,
> é algo saboroso, é algo delicioso. Não o esquisito de raro, de raridade e rareza
> como seria na língua portuguesa”.

O professor comenta que a estrutura da prova de Espanhol costuma incluir dois ou
três textos em espanhol e cinco questões em português, fundamentalmente para interpretação.

“Gramática pura aparece pouquíssimo. Sinônimos e antônimos aparecem dentro do contexto
do próprio texto. A sintaxe é raríssima.”

[Fonte: Agência Brasil](https://agenciabrasil.ebc.com.br/ultimas)
