# Jovens do projeto Orquestra Maré do Amanhã realizaram apresentações em Oriximiná (PA)

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- Published: 2021-11-16T13:55:49-03:00
- Author: Redação

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do-Amanha-Foto-Juraci-Vale-2-1.jpg?w=735&ssl=1)

Neste final de semana, jovens que participam do projeto Orquestra Maré do Amanhã–
Núcleo Porto Trombetas, tiveram a oportunidade de realizarem um concerto nas comunidades
Boa Vista, Moura e distrito e Porto Trombetas, em Oriximiná (PA) sempre seguindo
as recomendações de prevenção à COVID-19. As apresentações contaram com a participação
dos integrantes titulares da orquestra, vindos diretamente do Rio do Janeiro. Após
os primeiros meses de atividades, as apresentações foram consideradas uma mostra
do potencial transformador junto às crianças e adolescentes que residem no Oeste
do Pará.

A jovem Joyciane de Souza, de 16 anos, destacou que participar do projeto abre uma
oportunidade não apenas de seguir carreira musical, mas principalmente de inspirar
todos ao redor. “Logo no início eu pensei em desistir porque não estava indo muito
bem, mas recebi incentivo para continuar. E hoje eu acho muito bom porque quando
vamos na comunidade inspiramos outras pessoas a entrar. E quando a gente toca, tem
um sentimento que é maravilhoso. Eu quero continuar e quem sabe no futuro se torne
minha profissão”, relatou.

O Orquestra Maré do Amanhã – Núcleo Porto Trombetas é uma extensão do projeto de
mesmo nome com sede no Rio de Janeiro. A realização da iniciativa no Oeste do Pará
é parte das ações sociais da Mineração Rio do Norte, maior produtora de bauxita 
do Brasil, em parceria com o colégio Equipe de Porto Trombetas, onde ocorrem as 
aulas gratuitas de viola e violino para crianças e adolescentes da região.

**Formar talentos para fazerem história**

Tudo começou em 2019, nas comemorações de 40 anos da MRN, quando a orquestra realizou
uma apresentação em Porto Trombetas e foi convidada a montar um núcleo no distrito.
Devido à pandemia da Covid-19, as aulas só começaram em junho deste ano, mas em 
poucos meses já foi possivel identificar os potenciais que existem dentro dos participantes.

“Tivemos algumas dificuldades devido à pandemia. Hoje temos 38 crianças e adolescentes
participando. As crianças nunca tinham tido contato com estes instrumentos. E hoje
temos cinco músicas no repertório. O que é um recorde para um prazo de apenas cinco
meses. Eles são bastante dedicados e esforçados”, afirma Rodrigo Martins de Araújo,
coordenador do núcleo Porto Trombetas da Orquestra Maré do Amanhã.

Um dos integrantes é o Clemerson Xavier de Oliveira, de 14 anos e residente da comunidade
Boa Vista. “Eu não tinha muito interesse por música. Então surgiu o projeto e na
verdade, eu continuava um pouco desinteressado. Mas agora aprendi muitas músicas
que, no início, eram muito difíceis e, hoje, estão mais fáceis. Penso em continuar
aprendendo mais e mais”, diz o jovem violinista.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Clemerson-Xavier-
de-Oliveira-de-amarelo-Participante-do-Projeto-Comunidade-Boa-Vista-Foto-Juraci-
Vale-1.jpg?w=735&ssl=1)

Quem também pretende levar todo esse conhecimento musical para a vida, é a Camila
Siqueira, de 16 anos. Ela que também mora na comunidade Boa Vista, diz que a experiência
tem sido incrível. “Nesse pouco já sabemos muita coisa. A gente aprendeu coisas 
que, por mais que seja o básico, para nós é muita coisa. Por mais que isso não seja
a minha profissão, eu quero saber lá na frente para ensinar outras pessoas”, comentou
a estudante. E quando perguntada o que a música clássica significa, ela resume emocionada
em uma palavra: “É vida!”.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Camila-Siqueira-
compartilha-conhecimento-Participante-do-Projeto-Comunidade-Boa-Vista-Foto-Juraci-
Vale-1.jpg?w=735&ssl=1)

Para reforçar ainda mais a troca cultural e musical das apresentações deste final
de semana, integrantes titulares da Orquestra Maré do Amanhã vieram diretamente 
do Rio de Janeiro. “Foi super emocionante ver as crianças já tocando e desenvolvidas
com o pouco tempo de trabalho. Foi maravilhoso. O que queremos fazer aqui em Porto
Trombetas é história, fazer com que comece a nascer frutos da orquestra por todo
Brasil. De dar a oportunidade através da música. A música não muda somente profissionalmente,
mas ajuda no aprendizado cognitivo, matemática e a ter disciplina e foco”, disse
Carlos Eduardo Prazeres, fundador e diretor do projeto.

De acordo com o gerente do Departamento de Relações Comunitárias da MRN, Jeferson
Santos, o sentimento e a importância da iniciativa é de muita satisfação. “Hoje 
conseguimos ver o fruto daquilo que começou há 2 anos. Jovens da comunidade que 
em menos de cinco meses já estão fazendo suas primeiras apresentações e já ensinando
outros. É o resultado da música que é um meio de transformação”, avalia.

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do-Amanha-Foto-Juraci-Vale.jpeg?resize=735%2C551&ssl=1)

**_Fonte: MRN/Fotos: Juraci Vale._**
