# Justiça decreta prisão preventiva de ‘Grota’, líder de grupo criminoso no Oeste do Pará

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- Published: 2021-11-05T21:47:49-03:00
- Author: Redação

O juiz Alexandre Rizzi, titular da 1ª Vara Criminal Comarca de Santarém, decretou
na última quinta-feira, 4, a prisão preventiva de Heverton Soares Oliveira, conhecido
por Grota. Ele é investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem
de capitais, entre outros crimes. A decisão também autoriza ações de busca e apreensão
na residência e em uma das empresas pertencentes ao investigado, além de quebra 
de sigilo de informações em aparelhos eletrônicos apreendidos.

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**A decisão também autoriza a busca e apreensão em propriedades de Heverton Soares
Oliveira, vulgo Grota. Ele é acusado comandar esquema de tráfico de cocaína, entre
outros crimes. Divulgação**

A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal, buscando evitar possível
fuga, ameaça a testemunhas e destruição de provas sobre os fatos em investigação.
Após a polícia identificar contatos suspeitos de Heverton Soares com pessoas responsáveis
pelo tráfico de 506kg de cocaína apreendidos em uma ação da PF, as investigações
apontam fortes indícios de que Grota estaria comandando organização criminosa com
meios para traficar entorpecentes por via terrestre, fluvial e aérea.

Há, ainda, evidências de aumento patrimonial repentino do investigado, com aquisições
de propriedades, imóveis, veículos, aeronaves, empresas, direitos sobre garimpos,
mineração e maquinários no período de 2019 a 2020. Para ajudar na ocultação de patrimônio,
Heverton Soares estaria usando terceiros como “testa de ferro” e “laranjas”. Após
interceptação das forças armadas, uma das aeronaves pertencentes a Grota foi encontrada
incendiada com vestígios de cocaína. O piloto, a mando de Heverton Soares, teria
ateado fogo no avião e fugido para área de mata para não ser pego pelas autoridades.

Para basear o pedido de prisão preventiva, a Polícia Federal também apresentou diversas
evidências que ligam Heverton Soares a casos de movimentações financeiras de valor
exorbitante e a diálogos com pessoas envolvidas no transporte de entorpecentes ou
em ocultação de provas das ações ilícitas.

“Entendo haver no momento fundamentos latentes para a decretação da custódia cautelar,
notadamente pelos fortes indícios de traficância e associação, sendo a reclusão 
em cárcere de GROTA medida de extrema necessidade para fins de garantia da ordem
pública, isto é, com a prisão, evitar a reiteração criminosa e, ao mesmo tempo, 
comprometer as articulações do grupo criminoso”, justifica o magistrado Alexandre
Rizzi no texto da decisão.

**Operação Narcos Gold**

O pedido de prisão preventiva contra Grota é parte da Operação Narcos Gold, da Polícia
Federal. No total, a operação envolve 12 mandados de prisão preventiva e 30 de busca
e apreensão nos estados do Pará, Goiás, Tocantins e São Paulo – todos expedidos 
pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Santarém. Outras ações da operação incluem bloqueio
de bens e sequestro de 12 aeronaves. O objetivo é desarticular um grupo criminoso
que, há pelo menos três anos, realiza tráfico de entorpecentes e lavagem de capitais
no Oeste do Pará.
