# Justiça Federal condena integrante de quadrilha que roubou 289 quilos de ouro no Pará

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- Published: 2026-01-27T17:55:40-03:00
- Author: Redação

A Justiça Federal acolheu pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e condenou
mais um dos integrantes da quadrilha que praticou, há 26 anos, um dos maiores assaltos
até então ocorridos no Pará: o roubo de 289 quilos de ouro transportados por um 
helicóptero da mineradora Vale que se encontrava estacionado no aeroporto da Serra
dos Carajás, em Parauapebas, no sudeste do Pará. Em valores da época, a carga era
avaliada em R$ 4,8 milhões, atualmente cerca de R$ 200 milhões, considerando a cotação
do grama em R$ 840.

Na sentença assinada no último dia 22, a Justiça Federal aplicou ao réu a pena de
10 anos e 11 meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Ele
foi condenado pelo crime de roubo, tendo a pena aumentada porque, entre outras condutas,
também usou arma de fogo e agiu em conjunto com comparsas, além de ter restringido
a liberdade de pilotos que foram obrigados a conduzir, sob ameaça armada, uma aeronave
até uma pista clandestina. Da sentença ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal
da 1ª Região (TRF1), em Brasília (DF).

O condenado foi encontrado em 2023, em Goiânia (GO). Nos processos judiciais resultantes
da denúncia do MPF, outros integrantes do bando já foram condenados. Alguns seguem
foragidos.

Dinâmica do assalto – Em 5 de novembro de 1999, no aeroporto da Serra dos Carajás,
um grupo composto por diversos homens trajando roupas camufladas, encapuzados e 
fortemente armados que estava à espreita em um matagal nas adjacências do aeroporto,
roubou os 289 quilos de ouro da então Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) que estavam
no interior de um helicóptero da própria Vale.

Durante a execução do crime, os assaltantes retiraram a carga de ouro do helicóptero,
acondicionando-a em uma aeronave que faria o segundo trecho do transporte do ouro
para Brasília (DF). Durante o roubo, os criminosos realizaram disparos de arma de
fogo contra vigilantes da empresa responsável pela segurança da operação.

Os criminosos também sequestraram a tripulação da aeronave, sendo os pilotos obrigados
a conduzi-la até uma pista clandestina de uma fazenda situada no município de São
Félix do Xingu (PA), onde o ouro foi descarregado. Ao final, determinaram que a 
tripulação decolasse novamente, efetuaram novos disparos para o alto e fugiram em
um barco a motor tipo voadeira até a cidade de São Félix do Xingu, onde a fuga prosseguiu
com um automóvel.

Na denúncia, o MPF destacou que o condenado atuou ativamente junto ao grupo de criminosos,
sendo o responsável pelo transporte de armas com grande potencial bélico. O MPF 
detalhou, ainda, que o grupo se reunia na casa do réu para planejar o assalto. “
Sua atuação, conforme delineado, não se limitou a um apoio secundário ou acessório,
mas revelou-se essencial à estrutura logística da organização, responsável por transportar
o armamento necessário à execução do assalto”, destacou trecho da sentença condenatória.

_**Com informações da Justiça Federal**_
