# Materiais escolares podem ficar até 30% mais caros em 2022

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- Published: 2021-12-28T12:49:48-03:00
- Author: Redação

Daqui a poucos dias 2022 inicia e com ele todas as despesas de começo do ano. E 
quem tem filhos na escola tem uma conta a mais: a compra do material escolar, que
vai acompanhar a inflação e a alta do dólar. Segundo a Associação Brasileira de 
Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), o aumento pode chegar 
a 30%.

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**Os consumidores devem buscar alternativas para economizar na compra do material
para o próximo ano letivo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil**

“Para 2022, temos reajustes elevados em todas as categorias de materiais escolares,
variando de 15% a 30%, em média”, afirmou o o presidente executivo da ABFIAE, Sidnei
Bergamaschi.

De acordo com entidade, as indústrias e os importadores estão sofrendo esse ano 
um grande aumento de custos. “São aumentos elevados e frequentes nas diversas matérias-
primas como, por exemplo, papel, papelão, plástico, químicos, embalagem, etc. Para
os produtos importados, os principais impactos são a variação do dólar no Brasil,
os aumentos de custos na Ásia e a elevação dos preços de fretes internacionais, 
decorrente da falta de containers. Além disso, as medidas antidumping para importações
de lápis da China, adotadas pelo governo brasileiro este ano, aumentaram os custos
na categoria de lápis”, observou Bergamaschi.

O executivo afirmou que nenhum produto escapará da alta de preços. “Provavelmente
todas as categorias de produtos sofrerão aumentos de preços”. E mesmo os produtos
nacionais não terão tanta procura, por falta de opções. “Pode ocorrer alguma migração
de volume de produtos importados para nacionais, mas em pequena escala. Para a maioria
dos produtos atualmente importados, as opções de fornecimento nacional são pequenas”.

Este ano foi marcado por aulas híbridas em diversos estados, e com isso muitos estudantes
reaproveitaram materiais escolares de 2020. Com o avanço da vacinação e a volta 
às aulas totalmente presencial, pelo menos na Educação Básica, a expectativa da 
entidade para 2022 é cautela.

“Acreditamos que a retomada das aulas presenciais na maioria dos locais no final
de 2021 movimentou o setor, mas sem atingir os patamares pré-pandemia. Nosso mercado
foi um dos mais atingido durante a pandemia, com escolas e comércio fechados, com
uma queda no varejo de papelaria superior a 37%. Apesar de existir uma boa expectativa
com o retorno das aulas presenciais em 2022, os comerciantes do setor de papelaria
estão cautelosos, pois sofreram muito em 2021, quando não teve volta às aulas, muitas
empresas estão em dificuldades financeiras e outras encerraram as suas atividades.
Além disso, a degradação dos índices econômicos – dólar elevado, inflação em alta,
desemprego e baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), põe em risco os resultados
para nosso segmento”, avalia o executivo.

Alternativas
E se os preços estarão nas alturas, o jeito é buscar alternativas para
economizar, explica o economista Sérgio Tavares. “Em primeiro lugar, é importante
pesquisar bastante os preços, seja em lojas de rua, nos shopping centers e lojas
online. Os preços costumam oscilar muito e dado o volume de itens a serem comprados,
a economia pode ser boa para quem tem organização e disciplina neste sentido”.

Para quem se organizou, pagar à vista, em dinheiro, pode render um bom desconto.“
Uma segunda abordagem é a tentativa de desconto para pagamento à vista ou em dinheiro,
por exemplo, caso a compra tenha valor relevante. O valor à vista nunca pode ser
o mesmo do valor total parcelado. O cliente deve perguntar antes se o preço à vista
e o mesmo do preço parcelado, o estabelecimento tem o dever de dar desconto para
pagamento à vista”, orienta o diretor da STavares Consultoria Financeira.

Outra forma de economizar é conversar com outros pais, seja através de grupos e 
fazer compras conjuntas em livrarias, editoras e no atacado. Isso aumenta a probabilidade
de conseguir preços menores.

“Uma última alternativa é comprar diretamente da escola, desde que a comodidade 
não represente maior preço em relação às lojas. Mas, o que é primordial é pesquisar
bastante item a item em maior número de estabelecimentos possível, listando os descontos
e facilitadores na forma de pagamento para a tomada de decisão. Dependendo do resultado
da pesquisa, pode haver casos em que é mais lucrativo dividir a compra dos itens
em vários estabelecimentos”, finaliza o economista. (ABr)
