# Ministério Público pede condenação de paraense acusado de colocar explosivo perto do aeroporto de Brasília

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- Published: 2023-04-10T21:20:30-03:00
- Author: Redação

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu à Justiça a
condenação de dois homens acusados de envolvimento na tentativa de explosão de uma
bomba colocada em um caminhão-tanque de combustível nos arredores do Aeroporto Internacional
de Brasília. O caso ocorreu em 24 de dezembro do ano passado.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2023/04/George-Washington-
aeroporto-Brasilia-Divulgacao.jpg?resize=735%2C414&ssl=1)

Em depoimento à polícia, o paraense George Washington, que foi preso no mesmo dia,
disse que a intenção era chamar atenção para o acampamento montado no Setor Militar
Urbano e para o movimento que contestava o resultado das eleições.

Segundo manifestação da promotora de Justiça Vera Gomes, a ação tinha objetivo de“
criar pânico na população e, com isso, motivar imaginária ação militar no país”.
São réus na Justiça do DF pela tentativa de explosão: George Washington de Oliveira
Sousa, Alan Diego dos Santos e Welligton Macedo de Souza.

George e Alan estão presos. No dia 29 de março, o juiz Osvaldo Tovani negou um pedido
de revogação da prisão preventiva por entender que ainda há risco para a ordem pública
e que “não há fato novo que justifique a revogação do decreto prisional”. Wellington
está foragido desde dezembro.

Condenação

O MP pediu a condenação de Alan Diego dos Santos e George Sousa pelo crime de explosão,
que e “expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, mediante
explosão, arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância
de efeitos análogos. A pena é de 3 a 6 anos de prisão e multa.

No entanto, o Ministério Público considera que é preciso aumentar a pena em um terço,
já que o crime foi cometido tendo como alvo depósito de combustível.

Como um forte arsenal foi apreendido com George Sousa, o MP também pediu que seja
condenado pelo porte ilegal de armas e pela posse de arma de fogo de uso restrito.
Ele era CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador). Como Wellington Macedo
está foragido, a análise do caso dele está suspensa.

À Justiça, a promotora afirmou que a investigação reuniu elementos que comprovam
a autoria dos crimes praticados pelos acusados, como vídeos, laudos periciais e 
relatórios.

“O plano dos réus era mesmo colocar o artefato perto do aeroporto, plano, aliás,
que foi relatado por George Washington em conversa com vizinhos, conforme informação
obtida pelos órgãos de inteligência e relatado pelas testemunhas policiais em juízo.
O objetivo era criar pânico na população e, com isso, motivar imaginária ação militar
no país”, escreveu.

Sem arrependimento

Para Vera Gomes, a ligação de um dos acusados para a polícia não representou arrependimento,
mas representou mais uma tentativa de gerar novo tumulto.

“As ligações feitas não evidenciam arrependimento pelo crime praticado, e sim a 
manutenção do intento de causar pânico, ainda mais porque indicou, falsamente, a
existência de bombas também dentro do aeroporto, indicando o propósito de desviar
a atenção das autoridade”, afirmou.

Investigação

Os investigadores dizem que o plano foi feito no acampamento montando em frente 
ao Quartel-General do Exército, em Brasília, por onde passaram bolsonaristas radicais
com ideias golpistas.
