# Morte de jovem em Ananindeua expõe risco da Doença de Chagas e leva à interdição de vendas de açaí

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- Published: 2026-01-07T11:52:01-03:00
- Author: Redação

A morte de um jovem de 26 anos em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, 
colocou em alerta as autoridades de saúde do Estado e a população para os perigos
da Doença de Chagas, especialmente pela possível transmissão por alimentos. Diante
da suspeita de contaminação por açaí, a prefeitura intensificou a fiscalização sanitária
e determinou a interdição preventiva de pontos de venda do produto no município.

A vítima foi identificada como Ronald Maia da Silva. De acordo com familiares, ele
começou a apresentar sintomas no início de dezembro de 2025 e buscou atendimento
em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ananindeua. A principal linha de investigação
aponta que a infecção pode ter ocorrido após o consumo de açaí comprado em um estabelecimento
da cidade. O jovem não resistiu às complicações causadas pela doença.

A Doença de Chagas é uma infecção grave provocada pelo parasita _Trypanosoma cruzi_.
Embora seja tradicionalmente associada à transmissão pelo inseto conhecido como 
barbeiro, a enfermidade também pode ser contraída por meio da ingestão de alimentos
contaminados. Quando não identificada e tratada de forma precoce, a doença pode 
evoluir silenciosamente e causar danos severos ao coração e ao sistema digestivo,
com risco de morte.

Com a suspeita de contaminação alimentar, a Prefeitura de Ananindeua anunciou, na
segunda-feira (5), a interdição preventiva de pontos de venda de açaí. A medida,
segundo o município, tem caráter cautelar e busca proteger a saúde da população 
enquanto as investigações avançam.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que os casos suspeitos estão sendo
monitorados e que foi instaurada uma investigação para identificar a possível origem
da contaminação. Técnicos da Vigilância Sanitária realizaram inspeções e análises
nos estabelecimentos e seguem acompanhando a situação. As interdições permanecerão
até a conclusão dos procedimentos e a emissão dos laudos técnicos.

Até o momento, a prefeitura não divulgou quantos estabelecimentos foram interditados
nem o número de pessoas possivelmente expostas. A Sesma ressaltou que mantém fiscalizações
regulares nos pontos de venda de açaí, com o objetivo de garantir a qualidade do
produto e reduzir riscos à saúde dos consumidores.

O município também solicitou um posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde 
Pública do Pará (Sespa) sobre as medidas adotadas em relação aos casos suspeitos
e aguarda retorno. A atuação integrada entre os órgãos de saúde é considerada essencial
para conter a doença e fortalecer as ações de prevenção.

As autoridades reforçam a recomendação para que a população consuma alimentos de
origem confiável, esteja atenta às condições de higiene e colabore com as ações 
de fiscalização. A investigação em andamento é apontada como fundamental para esclarecer
a origem da contaminação e evitar o surgimento de novos casos.
