# MRN e Oeste do Pará: 44 anos de histórias que se conectam

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- Published: 2023-08-13T11:04:21-03:00
- Author: Redação

Respeito ao meio ambiente, transparência e valorização das tradições locais. A partir
desses pilares que, há 44 anos, a [Mineração Rio do Norte](https://www.mrn.com.br/index.php/pt/)(
MRN) se conecta às pessoas e contribui para o desenvolvimento sustentável da região.
Conexão que começa ainda na década de 1960, junto às primeiras pesquisas sobre bauxita
no solo amazônico e que ganha força no dia 13 de agosto de 1979, com o primeiro 
embarque do minério, no distrito de Porto Trombetas, município de Oriximiná, oeste
paraense. De lá para cá, o entendimento sobre o cuidado com o meio ambiente se renova
a cada dia, em um aprendizado constante construído por meio do diálogo.

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“’Eu quero vestir essa farda, eu quero estar na mineração’. Então, com esse sonho
se realizando, não seria só para mim, mas para minha família”, relata a Operadora
de Equipamento Industrial, Gliciane Auzier, ao lembrar de sua jornada antes de entrar
na empresa. Da comunidade Boa Vista, a jovem de 25 anos está hoje entre os responsáveis
pelo embarque da bauxita que segue para outras partes do Brasil e do mundo. Para
a quilombola, a entrada na MRN foi o primeiro passo para alcançar sonhos ainda maiores.“
Eu entrei como operadora, mas hoje curso Gestão Financeira. Eu quero crescer e o
meu foco é ser uma líder de departamento”.

A trajetória de Gliciane muito se assemelha aos caminhos trilhados pelo também quilombola
da comunidade Boa Vista, Zivaldo Viana. Gerente técnico de 52 anos, dos quais 33,
dedicados à empresa. “Eu tinha 14 anos quando entrei por meio de um projeto que,
na época, se chamava ‘Bom Menino’. Foi, então, que abriram a primeira turma do Senai
na mineração. Depois de quatro meses como estagiário, fui contratado como ajudante
de eletricista e daí fui me desenvolvendo”, recorda o gerente.

Para Guido Germani, Diretor-Presidente da MRN, relatos como os de Gliciane e Zivaldo
traduzem o orgulho da empresa em atuar com responsabilidade social e sustentabilidade
na Amazônia. “Nos orgulhamos da nossa história e vemos o quanto os

times estão dedicados para que nossa operação esteja alinhada, cada vez mais, às
práticas sustentáveis e a uma agenda comprometida com a boa governança corporativa,
ambiental e social. Junto com nossos empregados, poder público, comunidades, acionistas
e parceiros, estamos construindo um legado para a região, especialmente a partir
de importantes investimentos na educação e na formação das pessoas”.

**Conexão com as comunidades**

Ao longo de mais de quatro décadas, a MRN tem consolidado o relacionamento com as
comunidades. Pautada no respeito à cultura local, a empresa estimula a bioeconomia
com iniciativas focadas no aprimoramento de técnicas, impulsionamento de produção
e que agregam valor de mercado, sempre alinhadas à responsabilidade ambiental. Por
isso, em 2010, a empresa estruturou o Programa de Educação Socioambiental (PES),
em cumprimento às condicionantes ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Composto por 11 iniciativas, o programa
está baseado em geração de renda, promoção à saúde, educação, cultura e meio ambiente.
Um dos destaques da iniciativa é o Projeto Quilombo, que leva saúde de base comunitária
e familiar a comunidades compostas por remanescentes de quilombos às margens do 
alto rio Trombetas.

Como instrumento de transformação, a educação recebe atenção especial com o investimento
em inciativas que têm potencializado a formação de centenas de famílias quilombolas.
Por meio do Programa de Apoio ao Ensino Básico (PAEB), o estudante que ingressa 
no nível fundamental e médio, para seguir com os estudos, tem suporte, de forma 
gratuita: com materiais didáticos escolares, transporte e alimentação. Já o estudante
de nível superior conta com o Programa de Apoio do Ensino Superior (PAES), que garante
bolsa de auxílio financeiro mensal, além de passagem de férias para visitar a família.

Em se tratando de qualificação profissional, o Projeto Educação pelo Trombetas, 
que atua nos eixos da educação, capacitação e qualificação profissional, auxilia
no ingresso ao mercado de trabalho e na conclusão de estudos, formando bombeiros
civis, vulcanizadores, operadores de equipamentos de mineração e estimulando comunitários
a empreenderem em áreas, como panificação e corte e costura. São iniciativas assim
que têm impactado de maneira positiva a realidade das mais de 150 famílias que vivem
na comunidade Lago do Ajudante. “Esses incentivos são muito importantes para nós”,
afirma Antônio Figueira. Líder da comunidade, ele conta que a juventude é a principal
beneficiada e que boa parte dos jovens que passaram no processo seletivo do Programa
de Jovens Aprendizes foi efetivada pela empresa. “Educação é o que nosso país precisa
e a MRN reconhece o valor e potencial de jovens que moram na região. Aquele que 
aproveita a oportunidade que a empresa oferece só tem a crescer”, garante.

**Cuidado com o meio ambiente**

“Quando eu entrei na MRN, me chamou atenção o fato de que não há a preocupação apenas
em extrair o minério, mas o cuidado com o meio ambiente. E isso tem sido exemplo
não só para o Brasil, mas para o mundo inteiro. É muito satisfatório e eu fico muito
feliz com isso”, afirma o auxiliar operacional Lorimar Xavier. Aos 61 anos, ele 
está entre os profissionais responsáveis pelo processo de reflorestamento da MRN.
Na maior parte do dia, a tarefa dele é a produção de mudas. Há 39 anos vivendo em
Porto Trombetas, o auxiliar conta que, durante essa jornada, observou o cuidado 
da empresa com o meio ambiente e com as pessoas. Para Xavier, saber o seu papel 
nessa força sustentável é o principal combustível para trabalhar com alegria todos
os dias. “Aprendi muitas coisas que eu não sabia e sei a importância que o meu trabalho
tem para o meio ambiente”, diz.

Na empresa, desenvolvimento e sustentabilidade caminham lado a lado. Prova disso
é que o seu processo de recuperação de áreas mineradas é referência no setor mineral,
pois é todo feito com espécies nativas. Em 2022, foram replantados mais de 360 hectares.
Um trabalho feito em conjunto com as comunidades locais, que fornecem parte das 
sementes para o Viveiro Florestal da empresa, que tem capacidade para produzir um
milhão de mudas. Concomitante ao reflorestamento, a MRN mantém o compromisso com
ações que garantem a produção sustentável da bauxita, como gestão de resíduo sólidos
industriais e urbanos e o monitoramento de ar, água e ruídos, além do monitoramento
de fauna, que em 2022 resgatou 16.056 dos mais diferentes espécimes em áreas de 
supressão. Como uma empresa em constante evolução, a MRN conquistou pelo segundo
ano consecutivo o selo da Aluminium Stewardship Initiative (ASI) no padrão Performance
Standard, além do reconhecimento inédito de receber o selo ASI no padrão de Cadeia
de Custódia (CoC), atestando o compromisso de práticas responsáveis de mineração
de bauxita.

**Respeito às pessoas**

 A valorização e o desenvolvimento da mão de obra regional, que representa 83% do
efetivo, são premissas da empresa, que investe na qualificação e aprimoramento dos
seus profissionais. Para isso, vem ampliando seus investimentos em treinamentos 
corporativos, operacionais e técnicos, baseados em preceitos como saúde, segurança,
meio ambiente, qualidade e desempenho. Os resultados positivos e a percepção dos
empregados em relação à MRN levaram a empresa, em 2021, para a posição de 4ª Melhor
Empresa para se Trabalhar na Região Norte do Brasil, conforme a metodologia Great
Place to Work (GPTW). Além disso, pela primeira vez a empresa entrou para o ranking
das melhores companhias para se trabalhar no país. Em 2022, com um time de empregados
ainda mais engajado, a MRN figurou como 2ª Melhor Empresa para se Trabalhar na Região
Norte do Brasil, subindo duas posições em relação ao levantamento anterior.

Atualmente, cerca de 6 mil empregados, entre diretos e indiretos, fazem parte da
empresa. Juntos, esses profissionais têm transformado a história da mineração no
oeste paraense. Quem conhece essas mudanças em detalhes é o operador de equipamentos
de mineração Edmilson de Azevedo. “Para nós, a segurança é um valor”, afirma o empregado
de 64 anos de idade. Ele conta que chegou em Porto Trombetas ainda no início da 
década de 1980, quando tinha apenas 22 anos. De lá para cá, já se foram 43 anos 
dedicados ao trabalho. “O que mais destaco dessa jornada foi aprender a operar equipamento,
incluindo carregadeira e trator, e depois dividir isso com meus colegas”, diz. O
empregado, que já caminha para a aposentadoria, se diz grato ao ver que amigos e
familiares seguirão passos similares. “É uma empresa muito boa para se trabalhar.
Indico para meus amigos e familiares e muitos já estão aqui. É realmente uma empresa
muito boa”, ressalta.

**Diversidade & Inclusão**

Esses valores também se entrelaçam à pluralidade de ideias e talentos. O Programa
de Diversidade & Inclusão, o “MRN pra Todos”, completou três anos com conquistas
significativas para a cultura organizacional da empresa. Entre 2021 e 2022, a força
feminina da empresa saltou de 6,6% para 11,8%. Um desses talentos diversos é Bianca
Morais, de 23 anos, que atua como operadora de equipamentos de mineração. “Não se
trata só de trabalhar na empresa ou vestir farda e carregar a MRN no peito. Trata-
se de todo um carinho e esforço de se fazer presente dentro da empresa. Fazer parte
desses 44 anos é fazer parte de um novo ciclo”, afirma.

Tornando essas mudanças ainda mais significativas, o “MRN pra Todos” levou a empresa
a conquistar o primeiro lugar na categoria Diversidade & Inclusão, na 48ª edição
do Prêmio promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje),
para reconhecer estratégias inovadoras na área da comunicação organizacional de 
todo o país.

**Diálogo e futuro**

Em maio, mais de 1.600 pessoas acompanharam de perto as discussões sobre o Projeto
Novas Minas (PNM), empreendimento de continuidade operacional da empresa em fase
de licenciamento ambiental, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Durante as audiências públicas realizadas
nos municípios de Faro, Terra Santa e Oriximiná, os participantes conheceram detalhes
do projeto, tiraram dúvidas e fizeram contribuições. Uma oportunidade de reforçar
o diálogo aberto da mineradora, construído a cada dia.

“Esses 44 anos têm para nós um significado muito singular. A MRN sempre se pautou
no diálogo e na atenção às práticas sustentáveis. Antes das audiências, por exemplo,
conversamos com mais de 60 representações da sociedade. Todas focadas em um único
objetivo, o desenvolvimento mútuo. Queremos ampliar esse diálogo cada vez mais, 
entendendo a singularidade de cada anseio. Prova disso, são nossas reuniões, fóruns
de diálogo e canais de relacionamento junto às comunidades, que permitem uma escuta
ativa deste público para garantir a licença social permanente do empreendimento.
Inclusive o licenciamento ambiental do Projeto Novas Minas é essencial para que 
a empresa assegure suas operações por mais 15 anos e continue contribuindo para 
a construção de um legado na região”, destaca Vladimir Moreira, Diretor de Sustentabilidade
e Jurídico da MRN.

_As informações são da MRN_
