# No mês de Proteção às Florestas, modelo de recuperação ambiental da MRN ganha destaque em fórum do Ibama

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- Published: 2026-07-20T12:35:46-03:00
- Author: Redação

No mês em que se celebra a Proteção às Florestas, a Mineração Rio do Norte (MRN)
reforça seu compromisso com a conservação da Amazônia ao compartilhar os resultados
do modelo de recuperação ambiental desenvolvido na Floresta Nacional (Flona) Saracá-
Taquera, no oeste do Pará. A experiência foi apresentada durante o III Fórum de 
Programas de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) do Licenciamento Ambiental 
Federal, realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama), nos dias 2 e 3 de julho, em Brasília.
Convidada a apresentar
o case do Platô Almeidas, a MRN compartilhou o trabalho desenvolvido ao longo de
46 anos de atuação na Amazônia. A empresa soma mais de 8 mil hectares de áreas em
diferentes estágios de restauração ecológica. Somente em 2025, foram plantadas mais
de 446 mil mudas de 99 espécies, pertencentes a 30 famílias botânicas, como parte
do processo de recuperação ambiental, que integra a recomposição do relevo, a recuperação
do solo, o plantio de espécies nativas e a evolução dos ecossistemas. O volume equivale
a uma muda plantada a cada pouco mais de um minuto ao longo de todo o ano.

“Nossa trajetória é baseada em observações contínuas, monitoramento e aperfeiçoamento
das técnicas de restauração ecológica. Com os resultados, mostramos que é possível
conciliar a atividade minerária com a recuperação ambiental, desenvolvendo técnicas
compatíveis com a conservação da biodiversidade e a recuperação dos ecossistemas
amazônicos”, afirma Jocenildo Marinho, analista ambiental da MRN.

Talita Godinho Bezerra, Engenheira Florestal da empresa, reitera a importância do
processo e do evento: “A restauração ecológica exige aprendizado constante. Participar
de fóruns como este é uma oportunidade de trocar experiências, conhecer soluções
adotadas em diferentes regiões e discutir os desafios que fazem parte da nossa realidade.
Esse intercâmbio amplia o conhecimento técnico e contribui para a evolução das práticas
de restauração e do licenciamento ambiental.”
**Recuperação começa ainda durante
a operação**

Na MRN, a recuperação começa durante a vida útil da mina. À medida que a lavra avança
e determinadas áreas têm suas atividades concluídas, inicia-se a recomposição do
relevo, a recuperação do solo e o plantio de espécies nativas, reduzindo o intervalo
entre a mineração e o retorno da floresta. Todo o processo é acompanhado pelo Programa
de Monitoramento da Restauração Ecológica (PMRE), metodologia desenvolvida pela 
MRN com base em referências científicas da _Society for Ecological Restoration_,
aprovada pelo Ibama, com colaboração do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio).

O programa avalia mais de 40 indicadores relacionados à regeneração da vegetação,
retorno da fauna, qualidade do solo e restabelecimento dos processos ecológicos.
Os resultados mostram que os platôs reflorestados que compõe o Contexto I de análise
de do PMRE Almeidas, Aviso, Bacaba, Papagaio e Periquito, apresentam características
ecológicas muito próximas às do ecossistema original, com retorno da fauna, formação
do sub-bosque, desenvolvimento dos estratos vertical e horizontal da vegetação e
condições favoráveis à reintrodução de espécies de epífitas e hemiepífitas. A MRN
também monitora a qualidade da água em 301 pontos da região, além de iniciativas
voltadas à preservação da fauna e da flora amazônicas.

**Comunidades fortalecem a restauração da floresta**

Outro diferencial do programa é a participação ativa das comunidades locais. A MRN
mantém um viveiro florestal com capacidade para produzir 1 milhão de mudas por ano,
de 100 espécies nativas utilizadas na recuperação ambiental. Para apoiar essa produção,
somente em 2025 a empresa adquiriu 2,3 toneladas de sementes de espécies nativas
coletadas por comunidades ribeirinhas e quilombolas da região, contribuindo para
a conservação da biodiversidade, a valorização do material genético local e a geração
de trabalho e renda para essas populações. No mesmo período, os investimentos socioambientais
da MRN somaram R$51,6 milhões.

**_Fonte: MRN_**
