# No Pará, Formação de Comunicação Popular fortalece as lutas de organizações da Bacia do Tapajós

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- Published: 2024-06-10T21:31:21-03:00
- Author: Redação

Com a participação de mulheres, jovens, indígenas, quilombolas, pescadores e militantes
de movimentos populares da região da Bacia do Tapajós, a formação de comunicação
popular Escola de Militância Socioambiental Amazônida (EMSA) trabalhou com o objetivo
de avançar na formação técnica e política em torno de ferramentas da comunicação
popular. Essa iniciativa visa fortalecer a capacidade dos participantes em utilizar
a comunicação como um instrumento eficaz para a defesa dos direitos socioambientais.

“A EMSA buscou estabelecer uma rede de comunicação e cooperação entre os participantes,
permitindo que eles compartilhassem suas experiências e conhecimentos e trabalhassem
juntos para usar a comunicação popular como uma ferramenta para proteção do meio
ambiente e da Bacia do Tapajós” afirma Kamila Sampaio, integrante da Escola de Militância
e comunicadora do Movimento Tapajós Vivo.

A formação contou com oficinas de audiovisual, criação de cartazes, oratória e produção
textual, proporcionando aos participantes habilidades práticas para desenvolver 
conteúdo de qualidade e transmitir mensagens claras e impactantes. Além disso, houveram
rodas de conversa sobre comunicação popular, ferramentas do jornalismo e engajamento
na luta socioambiental, permitindo que os participantes discutissem e compartilhassem
suas experiências e conhecimentos.

O compartilhamento e construção dos conhecimentos se deram com parceria da Souza.
Doc e Movimento Tapajós Vivo, além da colaboração de Ana Cecília Moura. Essa parceria
permitiu que a EMSA contasse com expertise especializada e recursos para apoiar 
a formação, garantindo que os participantes recebessem uma formação de alta qualidade
e relevante para suas necessidades e objetivos.

“Eu era leiga na maioria dos assuntos que foram abordados, mas hoje eu acho que 
posso inclusive me considerar uma comunicadora popular! Eu já auxiliava nas mídias
das organizações que faço parte, mas de forma amadora. Agora, graças à EMSA, eu 
pude ampliar meu conhecimento e com certeza vou colocar em prática pra ajudar minha
comunidade!” destacou Sofia Amazonas, aluna da EMSA.

A Escola de Militância desenvolve uma abordagem inovadora de ensino, que prioriza
a participação e a troca de experiências entre as pessoas. Essa metodologia horizontal,
democrática e dialogada contém a colaboração de diversas organizações e coletivos
da bacia do Tapajós, envolvendo estudantes indígenas, Ribeirinhos, Quilombolas, 
Negros e outros grupos de diferentes regiões, incluindo Alto, Médio e Baixo Tapajós,
Juruena, PAE Lago Grande e Baixo Amazonas. Além disso, a EMSA busca garantir a equidade
de gênero em suas formações e promover o diálogo intergeracional entre jovens e 
adultos.

A missão da EMSA é fornecer conhecimentos e compartilhar saberes científicos e populares
para fortalecer a consciência crítica e o comprometimento dos moradores afetados
ou ameaçados por empreendimentos que destroem o território e os povos da Amazônia.
A estratégia é apoiar a luta conjunta das três bacias do Tapajós, unindo esforços
para proteger o território e os povos ameaçados.

Fonte: EMSA/MTV
