# Nos primeiros cinco meses do ano, desmatamento na Amazônia foi o maior desde 2016

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- Published: 2022-06-19T14:08:50-03:00
- Author: Redação

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A Amazônia teve 2.867 km2 devastados nos cinco primeiros meses de 2022, de acordo
com o  sistema DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O valor
é o maior já registrado para esse período desde o início da série histórica em 2016.
É o terceiro ano consecutivo com recordes de desmatamento no período. O aumento 
em comparação a 2021 foi de 12,7%.

Só no mês de maio foram desmatados 900 km2 em 2002 – o segundo maior valor para 
o mês desde 2016, superado apenas pela devastação registrada em maio de 2021: 1.390
km2.

Os estados com mais desmatamento em maio de 2022 foram o Amazonas, com 298 km2 e
o Pará, com 272 km2. Os municípios com maior área devastada em maio deste ano são
Apuí (AM), Porto Velho (RO), Altamira (PA), Itaituba (PA) e Lábrea (AM). As Unidades
de Conservação com maior desmatamento em maio estão no Pará: Área de Proteção Ambiental
do Tapajós, Floresta Nacional do Jamanxim e Estação Ecológica Terra do Meio.

No Cerrado, foram desmatados 726 km2 em maio, uma redução de 19% em comparação a
maio do ano passado, segundo o DETER. Em maio, a maior devastação no bioma ocorreu
mais uma vez nos estados do MATOPIBA: o Maranhão (192 km2), Piauí (165 km2), Tocantins(
144 km2) e Bahia (99 km2).

Entretanto, no acumulado do ano, entre janeiro e maio, já foram desmatados 2.613
km2 no Cerrado. O valor representa um aumento de 28,5% em comparação aos primeiros
cinco meses de 2021. É o segundo maior valor registrado desde o início da série 
histórica em 2018, mas está no mesmo patamar do recorde de 2019, quando foram devastados
2.632 km2.

Os recordes de desmatamento representam a falta de políticas ambientais, bem como
o desmonte daquelas que eram efetivas. Não é aceitável que a Amazônia continue como
terra sem lei. Precisamos urgentemente retomar iniciativas de conservação e desenvolvimento
sustentável na região e evitar projetos de lei prejudiciais ao meio ambiente que
estão em tramitação no Congresso Nacional”, afirma Mauricio Voivodic, diretor executivo
do WWF-Brasil.

**_As informações são do WF-Brasil_**
