# Nova Indústria Brasil fomentará neoindustrialização na Amazônia

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- Published: 2024-01-26T19:50:03-03:00
- Author: Redação

O Governo Federal lançou a Nova Indústria Brasil (NIB), uma nova política industrial
com metas para impulsionar o desenvolvimento do setor até 2033. Serão R$ 300 bilhões
para financiamentos destinados ao plano até 2026. Além dos R$ 106 bilhões anunciados
na primeira reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), em
julho, outros R$ 194 bilhões foram incorporados de diferentes fontes de recursos
e redirecionados para dar suporte ao financiamento das prioridades do programa.

Nos moldes do Plano de Retomada da Indústria, entregue pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI) ao governo no ano passado, a Nova Indústria Brasil define metas
para cada uma das seis missões que norteiam os trabalhos até 2033. Foram definidas
áreas prioritárias para investimentos e um conjunto de ações que envolvem a união
dos integrantes do CNDI, tanto governo como setor produtivo.

Para a CNI o governo brasileiro está no caminho certo ao lançar uma nova política
de neoindustrialização. “Esse é o anúncio de uma política pública moderna, que redefine
escolhas para o desenvolvimento sustentável, com mais investimento, produtividade,
exportação, inovação e empregos, por meio da neoindustrialização”, afirmou o vice-
presidente da CNI e representante da entidade na cerimônia de lançamento, Léo de
Castro.

“A indústria brasileira precisa de instrumentos modernos e semelhantes aos que promovem
a indústria nas nações líderes. É preciso recolocar a indústria no centro da estratégia
de desenvolvimento, para que possamos retomar índices de crescimento maior e poder
ofertar um caminho consistente e alinhado com o que os países desenvolvidos fazem”,
completou.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho,
a Nova Indústria Brasil também atende aos anseios do setor produtivo da Amazônia.“
Essa ação do Governo Federal é extremamente necessária para propiciar mais investimentos
para a indústria brasileira e converge com as pautas que a FIEPA tem defendido para
fortalecer a indústria da Amazônia. Em meio a este cenário de emergência climática
no qual vivemos, a indústria precisa aperfeiçoar seu processo fabril, com vistas
a uma economia de baixo carbono, com redução das emissões e direcionada também à
redução das desigualdades sociais”, avaliou Alex Carvalho.

Para a FIEPA, a modernização do parque industrial permitirá que as empresas da região
aperfeiçoem seus processos produtivos, reduzam as emissões e consigam atender aos
compromissos globais pela descarbonização.

“Acreditamos que essa nova política de financiamento que prevê recursos direcionados
à modernização do parque industrial, à pesquisa e tecnologia, à qualificação de 
mão de obra e à melhoria da infraestrutura, será fundamental para que possamos atender
aos compromissos globais pela descarbonização por meio da bioeconomia e a transição
energética, componentes fundamentais para garantir uma industrialização mais inclusiva,
sustentável, inovadora e justa, em sintonia com a conservação ambiental, a competitividade,
o desenvolvimento econômico e o bem-estar social”, garantiu o presidente da FIEPA.

Fonte: Ascom Fiepa
