# Número de imigrantes com carteira assinada aumenta 35,9% em 2024

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- Published: 2024-10-07T11:11:23-03:00
- Author: Redação

O Brasil tem testemunhado um crescimento significativo no número de imigrantes trabalhando
com carteira assinada, que aumentou 35,9% nos primeiros meses de 2024 em comparação
ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados 
e Desempregados (CAGED). Esse aumento ressalta a importância da mão de obra imigrante,
especialmente no setor de bares e restaurantes, que enfrenta crescente demanda por
profissionais qualificados.

Nos primeiros oito meses de 2024, foram registradas 16.802 admissões de imigrantes,
com uma divisão quase equilibrada entre homens (7.253) e mulheres (7.682). Esse 
crescimento representa uma oportunidade única para o setor, que busca enfrentar 
a escassez de mão de obra. Carlos Silva, proprietário de um restaurante em São Paulo,
afirma: “A diversidade cultural dos imigrantes se traduz em novas opções para nossos
clientes, o que é um diferencial importante.”

A[ inclusão de imigrantes ](https://abrasel.com.br/)no mercado formal de trabalho
é evidente à medida que mais proprietários de bares e restaurantes reconhecem os
benefícios dessa diversidade. Segundo dados do Sebrae, o Brasil abriga atualmente
74,2 mil Microempreendedores Individuais (MEI) de diversas nacionalidades, sendo
que 4% atuam no setor de alimentação fora do lar.

Myria Tokmaji e Billal Azizi são exemplos desse fenômeno. Refugiados das guerras
do Oriente Médio, eles encontraram no Brasil a chance de recomeçar por meio da gastronomia.
A família de Myria, que fugiu de Alepo, na Síria, chegou ao Brasil em 2013. “Logo
percebemos que estávamos enfrentando novos desafios: a integração ao mercado de 
trabalho, a aprendizagem do idioma e a construção de novas amizades”, relembra Myria.

Após um período de luta, sua mãe começou a vender esfirras, dando início ao pequeno
negócio Yasmin Comida Árabe. “A gastronomia desempenhou um papel crucial em nossa
jornada de adaptação e recomeço”, afirma Myria. O negócio se consolidou, oferecendo
pratos como esfirras, bolinhos de falafel e kibe, e se tornou um elo cultural entre
a tradição síria e a comunidade local.

A história de Billal Azizi é semelhante. Ele chegou ao Brasil no ano passado, ao
fugir do Afeganistão. Em Belo Horizonte, começou a vender comida afegã por delivery.“
A motivação primordial por trás da abertura de um novo empreendimento foi não apenas
prover sustento para minha família, mas também preservar minha identidade e construir
uma nova história em terras brasileiras”, compartilha Billal.

A presidente do Conselho de Administração da Abrasel, Rosane Oliveira, destaca o
papel do setor de alimentação fora do lar como um catalisador de diversidade e inclusão.“
Ao abrir as portas para empreendedores de diversas origens, o setor enriquece sua
oferta gastronômica, além de promover uma cultura de inclusão e aceitação”, afirma
Rosane.

Fonte: ABRASEL

Foto: Midjourney
