# Operação Escudo Feminino prende 40 suspeitos e resgata mulher mantida em cárcere privado no Pará

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- Published: 2026-06-20T09:57:10-03:00
- Author: Redação

A terceira fase da Operação Escudo Feminino terminou com 40 prisões em todo o Pará
e o resgate de uma mulher que era mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro
em Parauapebas, no sudeste do estado. A vítima foi encontrada com sinais de agressões
físicas após passar cerca de uma semana sob ameaças e impedida de deixar a residência
do suspeito, que fugiu e continua sendo procurado pela polícia.

Lançada na última quinta-feira pela governadora Hana Ghassan, a operação mobilizou
forças de segurança em todo o estado para combater a violência contra a mulher. 
Ao todo, foram realizados 1.152 atendimentos, além de ações de fiscalização, monitoramento
de medidas protetivas e resposta rápida a ocorrências.

Ao comentar o caso registrado em Parauapebas, a governadora classificou o episódio
como um exemplo da gravidade da violência enfrentada por muitas mulheres e reforçou
o compromisso do Estado no enfrentamento desses crimes.

“A Polícia Civil resgatou uma mulher mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro
em Parauapebas. Ela foi encontrada presa, com sinais de agressão, em um cômodo da
casa do agressor. Ele já foi identificado e está sendo procurado. Casos como esse
mostram a importância de mudarmos este cenário. No Pará, agressor de mulher não 
vai ter um dia de paz”, afirmou Hana Ghassan.

A operação é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup)
e reúne ações integradas da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar,
Polícia Científica, Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e demais órgãos
da rede de proteção às mulheres.

O caso de Parauapebas foi descoberto durante uma visita de acompanhamento a beneficiárias
de medidas protetivas de urgência. Equipes da Delegacia Especializada no Atendimento
à Mulher (Deam), com apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, receberam
informações da mãe da vítima, que relatou estar sem contato com a filha desde o 
dia 10 de junho e suspeitava que ela estivesse na casa do ex-companheiro.

Os agentes seguiram até o endereço indicado e encontraram a mulher com marcas aparentes
de agressão. Segundo relato da vítima, ela sofreu violência física e ameaças constantes
durante o período em que permaneceu no imóvel. A mulher também informou que tentou
fugir na noite anterior ao resgate, mas foi impedida pelo agressor.

Após ser localizada, a vítima recebeu acolhimento especializado e foi encaminhada
para atendimento médico. O suspeito fugiu antes da chegada das equipes, mas continua
sendo procurado.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Raimundo Benassuly, o caso reforça a importância
do monitoramento permanente das mulheres protegidas por medidas judiciais.

“No momento em que a equipe chegou ao local, a prioridade foi garantir o atendimento
imediato à vítima, que estava muito machucada e debilitada. Apesar da fuga do suspeito,
as diligências seguem de forma ininterrupta para localizá-lo e efetuar a prisão”,
destacou.

Além das 40 prisões efetuadas nesta terceira etapa, as forças de segurança realizaram
2.259 procedimentos operacionais. A Polícia Científica executou 51 perícias, incluindo
exames de lesão corporal, sexologia forense, análises digitais e levantamentos em
locais de crime. Já a Seap intensificou o monitoramento de pessoas que utilizam 
tornozeleiras eletrônicas e de agressores submetidos a medidas restritivas.

Desde o início da Operação Escudo Feminino, em abril deste ano, mais de 100 prisões
já foram realizadas. Nas três fases da ação, cerca de 4.752 mulheres receberam atendimento
por meio de ações de acolhimento, proteção, fiscalização e fortalecimento da rede
de enfrentamento à violência doméstica em todo o Pará.

Segundo a Segup, os resultados consolidam a Operação Escudo Feminino como uma das
principais estratégias do governo estadual para combater a violência contra a mulher,
unindo prevenção, acompanhamento e resposta rápida às vítimas em situação de risco.
