# Pará destina implantes contraceptivos a serviços de referência e amplia acesso a adolescentes e mulheres vulneráveis

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- Published: 2026-03-06T10:11:57-03:00
- Author: Redação

O Governo do Pará oficializou a destinação de parte dos implantes contraceptivos
recebidos do Ministério da Saúde para fortalecer o atendimento a adolescentes e 
mulheres em situação de vulnerabilidade. A medida foi formalizada por meio da Resolução
nº 26, aprovada pela Comissão Intergestores Bipartite do SUS no Pará (CIB/PA) e 
publicada no Diário Oficial do Estado.

A decisão estabelece que 10% do total de implantes contraceptivos subdérmicos de
etonogestrel, conhecidos como Implanon, enviados ao Estado, serão direcionados aos
serviços estaduais de referência. O Pará recebeu 14.454 unidades do método em novembro
de 2025, destinadas inicialmente a 41 municípios elegíveis.

A iniciativa segue diretrizes nacionais que ampliaram o uso do implante contraceptivo
no Sistema Único de Saúde para mulheres de 18 a 49 anos e também para adolescentes
de 14 a 17 anos. O método é considerado de longa duração e não exige uso diário,
o que contribui para maior proteção contra gravidez não planejada.

De acordo com a resolução, a Secretaria de Estado de Saúde Pública deverá organizar
a distribuição dos implantes, respeitando critérios como estoque disponível, validade
do produto e estrutura das unidades para realizar o procedimento. A prioridade será
atender adolescentes, mulheres em situação de vulnerabilidade e pacientes com maior
risco reprodutivo, incluindo jovens que já passaram por gravidez precoce.

O texto também prevê que municípios que não apresentarem demanda suficiente ou que
não tenham condições de realizar o procedimento poderão ter parte do quantitativo
remanejado para outras cidades ou serviços especializados, garantindo que os implantes
cheguem a quem realmente precisa.

Além da distribuição, a medida reforça a necessidade de capacitação contínua de 
médicos e enfermeiros, em parceria com os municípios e instituições de ensino superior.
A orientação é assegurar que todas as usuárias recebam informações claras sobre 
funcionamento, eficácia, possíveis efeitos e possibilidade de retirada do método,
garantindo decisão livre e consciente.

A resolução entrou em vigor na data de sua publicação e integra as ações prioritárias
do Estado para reduzir a gravidez na adolescência, ampliar o acesso ao planejamento
reprodutivo e fortalecer os direitos sexuais e reprodutivos da população paraense.
