# Pará está entre os estados com mais casos de estupro no Brasil; Abaetetuba e Itaituba aparecem entre as 10 cidades mais críticas

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- Published: 2026-08-02T12:15:00-03:00
- Author: Redação

O Pará figura entre os estados com as maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável
do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo 
Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Além de ocupar a sétima posição no
ranking nacional, o estado também tem dois municípios entre os dez com maiores índices
de violência sexual do Brasil: Abaetetuba e Itaituba, no sudoeste paraense.

O levantamento mostra que sete dos oito estados com as maiores taxas de estupro 
e estupro de vulnerável do país fazem parte da Amazônia Legal, incluindo o Pará,
que aparece na sétima colocação do ranking nacional.

O estudo reúne os registros de estupro e estupro de vulnerável realizados em 2025
e revela que a Região Norte concentra os índices mais elevados do país. Roraima 
lidera o ranking, seguido por Rondônia, Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Tocantins
e Pará.

Outro dado preocupante é que, na comparação com 2024, o Pará está entre os seis 
estados brasileiros que registraram aumento nos casos de violência sexual. Além 
do estado paraense, também apresentaram crescimento Rio Grande do Norte, Rio de 
Janeiro, Amazonas, Paraíba e Maranhão, sendo este último o que teve a maior alta,
de 19,5%.

### Municípios paraenses entre os mais violentos

No ranking dos municípios com mais de 100 mil habitantes, o Pará aparece com duas
cidades entre as dez maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável do Brasil.

**Abaetetuba**, no nordeste paraense, ocupa a **5ª colocação nacional**, enquanto**
Itaituba**, no sudoeste do estado e um dos principais municípios do oeste do Pará,
aparece na **8ª posição**, evidenciando a gravidade da violência sexual também na
região oeste paraense.

O ranking nacional é liderado por Boa Vista (RR), seguida por Ariquemes (RO), Sinop(
MT) e Porto Velho (RO).

**Ranking dos 10 municípios com maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável
em 2025:**

 1.  Boa Vista (RR)
 2.  Ariquemes (RO)
 3.  Sinop (MT)
 4.  Porto Velho (RO)
 5.  Abaetetuba (PA)
 6.  Dourados (MS)
 7.  Araucária (PR)
 8.  Itaituba (PA)
 9.  Rio Branco (AC)
 10. Macapá (AP)

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a presença de capitais e grandes
cidades no ranking pode estar relacionada à maior concentração populacional e à 
existência de serviços especializados para atendimento às vítimas e registro das
ocorrências.

### Norte concentra os maiores índices

Entre os estados, o cenário também preocupa. Roraima registrou a maior taxa de estupro
do país, com 127,1 casos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Rondônia (
97,1), Acre (96,6), Amapá (89,6), Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Mato Grosso,
Paraná e Santa Catarina.

Na outra ponta do levantamento, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco apresentaram as
menores taxas de registros.

### Crianças e adolescentes são as principais vítimas

O anuário mostra que a violência sexual continua atingindo principalmente crianças
e adolescentes. Dos **84.388 registros** de estupro e estupro de vulnerável contabilizados
em 2025, **77% das vítimas tinham menos de 14 anos**, configurando o crime de estupro
de vulnerável.

Ao todo, o Brasil registrou:

 * **19.398 casos de estupro**;
 * **64.990 casos de estupro de vulnerável**.

Em relação à população, a taxa nacional foi de **30,5 casos de estupro de vulnerável**
e **9,1 estupros** para cada 100 mil habitantes.

### Mulheres e meninas são quase 90% das vítimas

O perfil das vítimas também revela um cenário preocupante. As mulheres e meninas
representam cerca de **90% dos casos** registrados no país.

Entre os crimes de estupro, **93,3% das vítimas são do sexo feminino**. Nos casos
de estupro de vulnerável, meninas e adolescentes com até 14 anos correspondem a **
85,6% das ocorrências**.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressalta, no entanto, que a violência sexual
contra meninos também é significativa e tende a ser subnotificada devido ao estigma,
à vergonha e aos padrões sociais relacionados à masculinidade, o que pode ocultar
a real dimensão do problema.
