# Pará registrou aumento de 7,4% de mortes por aids este ano

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- Published: 2023-12-11T20:43:37-03:00
- Author: Redação

Nos últimos dez anos, o Pará registrou aumento de 7,4% no coeficiente de mortalidade
por [aids](https://bvsms.saude.gov.br/hiv-e-aids/), que passou de 6,7 para 7,2 óbitos
por 100 mil habitantes. Em 2022, o estado registrou 725 óbitos tendo o HIV ou a 
aids como causa básica, 41,3% mais que os 513 óbitos registrados em 2012. Entre 
as capitais do país, Macapá registrou 10,8 mortes para cada 100 mil habitantes no
ano passado –número maior que à taxa nacional. As informações são do novo Boletim
Epidemiológico sobre HIV/aids apresentado pelo Ministério da Saúde, que também aponta
taxa de detecção de aids no Pará de 26,3 casos por 100 mil habitantes. Belém detectou
58,4 casos.

Em relação à detecção do HIV, em 2022, o documento mostra que foram notificados 
43.403 casos em todo o país, sendo 6.200 no Norte e 2.760 no Pará. A taxa de gestantes
infectadas pelo HIV na capital paranaense é de 6,3 (casos por mil nascidos vivos).
O diagnóstico em gestantes é fundamental para que as medidas de prevenção possam
ser aplicadas de forma eficaz e consigam evitar a transmissão vertical do vírus.

**Cenário nacional**

A queda no coeficiente de mortalidade por aids na última década foi identificada
a nível nacional, passando de 5,5 para 4,1 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2022,
o Ministério da Saúde registrou 10.994 óbitos tendo o HIV ou aids como causa básica,
8,5% menos do que os 12.019 óbitos registrados em 2012. Apesar da redução, cerca
de 30 pessoas morreram de aids por dia no ano passado.

**Critério raça/cor**

Do total de óbitos no Brasil em 2022, 61,7% foram registrados entre pessoas negras(
47% em pardos e 14,7% em pretos) e 35,6% entre brancos. Os dados reforçam a necessidade
de considerar os determinantes sociais para respostas efetivas à infecção e à doença,
além de incluir populações chave e prioritárias esquecidas pelas políticas públicas
nos últimos anos. Ainda segundo o boletim, na análise da variável raça/cor, observou-
se que, até 2013, a cor de pele branca representava a maior parte dos casos de infecção
pelo HIV. Nos anos subsequentes, houve um aumento de casos notificados entre pretos
e, principalmente, em pardos, representando mais da metade das ocorrências desde
2015.

Para aprimorar os indicadores de saúde e guiar políticas públicas de combate ao 
racismo, redução das desigualdades e promoção da saúde ao longo dos próximos anos,
o Ministério da Saúde tornou obrigatório o preenchimento do campo raça/cor no Cartão
Nacional de Saúde, o cadastro do cidadão no SUS. A partir de 2023, os sistemas não
permitem mais o registro ‘sem informação’, em mais um passo pela igualdade racial
no país, uma das prioridades do governo federal.

**Prevenção e conscientização**

Uma das formas de se prevenir contra o HIV é fazendo uso da PrEP, método que consiste
em tomar comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado
para enfrentar um possível contato com o vírus No mês dedicado à mobilização nacional
de luta contra o HIV, a aids e outras infecções sexualmente transmissíveis – Dezembro
Vermelho – o Ministério da Saúde lançou na TV aberta, nas redes sociais e em locais
de grande circulação de pessoas a nova campanha de conscientização com o tema “Existem
vários jeitos de amar e vários de se proteger do HIV”, reiterando a importância 
do cuidado.

**Ações de resposta do Ministério da Saúde**

Estima-se que, atualmente, um milhão de pessoas vivam com HIV no Brasil, mas apenas
900 mil conhecem seu diagnóstico. Isso significa que aproximadamente 100 mil pessoas
ainda precisam ser diagnosticadas para que, então, iniciem tratamento. Para ampliar
essa linha de cuidado, o Ministério da Saúde garantiu, em 2023, R$ 27 milhões para
a compra de quatro milhões de unidades de um teste rápido que detecta, simultaneamente,
sífilis e HIV. A inclusão do teste inédito no Sistema Único de Saúde (SUS) fortalece
o rastreio e dá mais agilidade ao tratamento para a população.

Outro importante anúncio do governo federal neste ano foi a diminuição da quantidade
de comprimidos ingeridos diariamente para as pessoas que vivem com o vírus. Em vez
de dois, será um. O medicamento combina dois antirretrovirais, ambos fornecidos 
pelo SUS: lamivudina e dolutegravir. O remédio facilita a vida do usuário, evita
efeitos colaterais e mantém a carga viral controlada. A troca desse esquema terapêutico
será realizada de forma gradual.

[As informações são do Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-para-os-estados/para/2023/dezembro/brasil-registra-queda-de-obitos-por-aids-confira-os-numeros-do-para)
