# Parceria abre mercado e aumenta renda de agricultores familiares no oeste do Pará

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- Published: 2026-08-25T12:25:25-03:00
- Author: Redação

A agricultura familiar está ganhando novos caminhos de desenvolvimento no Oeste 
do Pará. Agricultores das comunidades Casinha e Ascenção, na região do Lago Sapucuá,
em Oriximiná, passaram a integrar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do
governo federal, ampliando a comercialização da produção local. Com a habilitação,
cada produtor pode vender até R$ 10 mil por ano em alimentos. O avanço foi viabilizado
por uma parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado
do Pará (Emater), a Associação das Comunidades das Glebas Trombetas e Sapucuá (ACOMTAGS)
e a Mineração Rio do Norte (MRN), que desenvolve ações de assistência técnica, capacitação
e incentivo à produção sustentável nas comunidades.
 

O PAA é um programa federal, gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência
Social, Família e Combate à Fome (MDS), que visa promover o acesso à alimentação
de pessoas em situação de vulnerabilidade e incentivar a produção da agricultura
familiar. Para alcançar esse objetivo, o programa adquire, sem a necessidade de 
licitação, alimentos produzidos diretamente por agricultores familiares e os destina
a entidades socioassistenciais, como creches, asilos, restaurantes populares, bancos
de alimentos, unidades vinculadas à Central de Abastecimento (Ceasa) e ao Mesa Brasil,
do Serviço Social do Comércio (Sesc).

A iniciativa também prioriza a inclusão produtiva de grupos historicamente vulnerabilizados,
como povos indígenas, comunidades quilombolas e mulheres do campo. Estrutura que
fortalece a segurança alimentar, amplia as oportunidades de geração de renda para
pequenos produtores e impulsiona a economia dos municípios beneficiados.

Jéssica Naime, gerente-geral de Desempenho Social e Comunicação da MRN, entende
que esse tipo de iniciativa contribui para a autonomia das comunidades, na construção
de um desenvolvimento mais sustentável. “Mais do que ampliar o acesso aos alimentos,
o programa gera oportunidades, valoriza o trabalho desenvolvido no campo e fortalece
as cadeias produtivas locais, produzindo impactos positivos que alcançam as famílias,
as comunidades e a economia da região”, destaca.Para participar do programa é necessário
ter a Carteira da Agricultura Familiar (CAF), documento emitido com apoio da Emater
que permite o acesso a políticas públicas voltadas ao setor. A partir da entrada
no Programa, os agricultores passaram a fornecer alimentos, ampliando as oportunidades
de comercialização da produção e fortalecendo a economia das famílias rurais.

Para quem vive da produção rural, os resultados já podem ser percebidos. Entre os
agricultores beneficiados com o PAA, está Lázaro Figueiredo de Souza, da comunidade
Ascenção. Integrante do projeto de Apoio à Agricultura Familiar da MRN, o produtor
afirma ter transformado sua realidade a partir do fortalecimento da produção rural.“
Consegui construir minha casinha e oferecer oportunidades para os meus filhos. O
que mais me orgulha é ver a MRN enxergar o pequeno agricultor e oferecer incentivo
para que ele possa crescer e viver melhor”.

Na visão da analista de Relações Comunitárias da MRN, Genilda Martins da Cunha, 
o resultado demonstra como a atuação integrada entre instituições e as comunidades
fortalece o desenvolvimento local. “O acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos
amplia as oportunidades para os agricultores, garantindo um canal de comercialização
com preços justos. Esse é um resultado construído a partir do trabalho conjunto 
entre a MRN, a ACOMTAGS, a Emater e as comunidades, com foco na geração de renda
e no desenvolvimento sustentável”.

**Agricultura familiar como vetor de desenvolvimento**

A habilitação dos produtores foi viabilizada por meio dos projetos de Apoio à Agricultura
Familiar e de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que integram o Programa de Educação
Socioambiental da MRN. O modelo combina espécies florestais nativas, culturas agrícolas
e, em alguns casos, criação de animais, buscando aumentar a produtividade sem abrir
mão da conservação ambiental. Além da assistência técnica, são oferecidos cursos,
oficinas e orientações sobre gestão das propriedades e diversificação da produção.
Atualmente, 43 famílias das comunidades Boa Nova, Saracá, Casinha, Camixá e Lago
Batata são atendidas. Em 2025, foram realizadas 305 ações, entre visitas técnicas,
cursos, palestras e oficinas, que somaram 1.296 participações de agricultores e 
comunitários.
