# Parque Estadual de Monte Alegre preserva sítios arqueológicos mais antigos da Amazônia

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- Published: 2023-11-12T10:44:35-03:00
- Author: Redação

Uma das principais Unidades de Conservação (UC) administradas pelo Instituto de 
Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) completou, na quinta-
feira (9), 22 anos de criação: o Parque Estadual de Monte Alegre, no oeste paraense.
São mais de duas décadas de esforços contínuos para proteger e preservar os sítios
arqueológicos mais antigos da Amazônia, que possuem mais de 12 mil anos.

Localizado no município de Monte Alegre, o Parque Estadual abrange uma área de 36,78
quilômetros quadrados (km²), cerca de 3,6 mil hectares. Sua importância histórica
e arqueológica é inestimável, abrigando vestígios da presença humana pré-histórica
na região.

Os sítios arqueológicos encontrados na UC são testemunhos de civilizações antigas.
Com pinturas rupestres, cerâmicas, artefatos e estruturas arquitetônicas, esses 
sítios fornecem valiosas informações sobre a história e a cultura dos povos que 
viveram na Amazônia há mais de 12 mil anos.

Referência – A criação do Parque Estadual de Monte Alegre, em 2001, foi um marco
para a preservação desses sítios arqueológicos e da rica biodiversidade da região.

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O Ideflor-Bio assumiu a responsabilidade de proteger e promover o manejo sustentável
dessas áreas, buscando conciliar a preservação do patrimônio cultural com o desenvolvimento
socioeconômico.

O gerente da Região Administrativa da Calha Norte II (GRCN II), Jorge Braga, destaca
que ao longo desses 22 anos o Instituto tem trabalhado em parceria com pesquisadores,
instituições governamentais e a comunidade local para promover a conservação dese
patrimônio e conscientizar sobre sua importância histórica e cultural. “Além disso,
nossa UC tem implementado medidas de controle e fiscalização para combater queimadas
e garantir a integridade dos vestígios arqueológicos”, ressalta.
Foto: Divulgação

Biodiversidade – A preservação do Parque Estadual de Monte Alegre não se limita 
apenas aos sítios arqueológicos. A UC também abriga uma diversidade de ecossistemas,
como floresta densa, campos rupestres e formações rochosas. Essa variedade de habitats
é essencial para a manutenção da biodiversidade local, que inclui espécies ameaçadas
de extinção, como o macaco-aranha (Ateles paniscus) e a onça-pintada (Panthera onca).

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O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, considera a comemoração pelos 22 anos
do Parque Estadual de Monte Alegre um momento de reflexão sobre a importância da
preservação do patrimônio cultural e natural da região. “O trabalho que temos realizado
ao longo desses anos tem sido fundamental para garantir a conservação desses sítios
arqueológicos e a proteção da biodiversidade. Tudo isso contribui para a construção
de um futuro sustentável para as gerações presentes e futuras”, enfatiza.

**AGÊNCIA PARÁ**
