# Pesquisadores fazem primeiro registro de espécie vegetal no Pará

- Link: https://oquartopoder.com.br/pesquisadores-fazem-primeiro-registro-de-especie-vegetal-no-para/
- Published: 2023-07-15T12:21:10-03:00
- Author: Redação

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2023/07/up_ag_45496_2a65d798-
098d-968e-a774-5d2e5e9b3252.jpg?resize=735%2C490&ssl=1)

Pesquisadores do Projeto “Flora do Utinga” identificaram uma nova espécie de planta
na Área de Proteção Ambiental (APA) da Região Metropolitana de Belém. Trata-se de
uma Epífita, que pertence ao grupo da família Araceae (Anthurium scadens). Esse 
é o primeiro registro do vegetal em território paraense, e o segundo para o Projeto“
Flora do Brasil”.

O exemplar foi encontrado entre as raízes de um apuí, que está estrangulando uma
palmeira, mais especificamente na área de pastagem da APA Belém. Essa família do
vegetal possui 35 espécies identificadas, sendo a segunda mais rica entre todas 
as 142 famílias botânicas já catalogadas pelos pesquisadores.

A APA Belém é uma das 27 Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo Instituto
de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). Com mais de 7,4 
mil hectares (74,57 km²), ela abrange os municípios de Belém (59,49%) e Ananindeua(
40,51%). Sua localização estratégica é uma barreira natural para prevenir impactos
ambientais ao Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”.

**Estudos **– Desde 2018, o Projeto “Flora do Utinga” é desenvolvido em parceria
entre o Ideflor-Bio e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Até o momento, 832 
espécies de plantas e fungos foram catalogados, reforçando a importância biológica
das UCs onde ocorre a pesquisa na Região Metropolitana de Belém.

Além da APA Belém, o grupo de estudos também está presente no Parque Estadual do
Utinga e no Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia (Revis). Este último
é considerado uma das maiores UCs de Proteção Integral em áreas metropolitanas do
Brasil, que abrange os municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Izabel
do Pará.

De acordo com o pesquisador e coordenador do Projeto “Flora do Utinga”, Leandro 
Valle Ferreira, essa é apenas uma demonstração das inúmeras espécies que ainda podem
ser encontradas no local. Ele também ressaltou que essa descoberta reforça a importância
da APA Belém para a preservação da flora de toda a Região Metropolitana.

“Ações de proteção e conservação devem sempre levar em consideração o conjunto das
três UCs, pois cada uma tem importância própria. Se forem isoladas, prejudicam a
conectividade da biodiversidade de todo o conjunto”, afirmou o cientista.

**Laboratórios naturais** – O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, destacou 
que as UCs administradas pelo Instituto são verdadeiros laboratórios de pesquisas
e formação acadêmica. “Parabenizo esse tipo de descoberta, porque fortalece e nos
ajuda a preservar a rica biodiversidade amazônica, a partir da catalogação das plantas
e fungos existentes nas UCs. Lembrando que, atualmente, temos 11 UCs de Proteção
Integral, com mais de 5 milhões de hectares, e outras 16 de Uso Sustentável, que
representam mais de 15 milhões de hectares. Portanto, manter a floresta em pé, para
nós, é uma prioridade, e principalmente fazendo com que ela seja um importante vetor
de transmissão de conhecimento para a sociedade”, ressaltou Nilson Pinto.

**_Fonte: Agência Pará_**
