# PF retém suspeito de integrar Hamas em Guarulhos; defesa diz ‘desconhecer’ ligação

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- Published: 2024-06-23T11:41:30-03:00
- Author: Redação

A Polícia Federal foi impedida temporariamente de repatriar um cidadão palestino
e três familiares após uma decisão liminar da Justiça Federal, feita neste sábado(
22). O grupo, que iniciou a viagem em Kuala Lumpur, capital da Malásia, foi impedido
de entrar no país no Aeroporto de Guarulhos, onde desembarcou na tarde de sexta-
feira (21) em um voo da Qatar Airways, que partiu de Doha, capital do Catar. Os 
agentes federais brasileiros afirmaram à CNN Brasil que há a suspeita de que o palestino
de 37 anos integre o alto escalão do Hamas. Ele seria um dos porta-vozes autorizados
a falar em nome do grupo que promoveu os ataques terroristas em 7 de outubro contra
Israel.

O homem integra a lista do FBI – a polícia federal americana – que monitora suspeitos
de integrar grupos terroristas: a Terrorist Screening Center (TSC), de acordo com
reportagem da CNN. Muslim M. A. Abuumar está acompanhado da mulher, que está grávida
de 7 meses, um filho de 6 anos e a sogra, de 69 anos.No dia 13 deste mês, Abuumar
emitiu um visto de 90 dias para permanecer no Brasil. Já os outros três familiares
são cidadãos malaios e não precisam de visto para entrar no país.

A suspeita da polícia é que Abummar tenha vindo ao Brasil para que a mulher tenha
o filho. Deste modo, a criança nasceria brasileira, o que garantiria a naturalização
e a permanência dos familiares no território brasileiro.Conforme a CNN Brasil, esse“
modus operandi” foi observado pela PF em outras pessoas suspeitas de estarem vinculadas
a organizações responsáveis por atos terroristas e que o cenário justifica o impedimento
para entrarem no país.

A juíza plantonista Millena Marjorie Fonseca da Cunha, da subseção judiciária de
Guarulhos, atendeu o pedido da defesa, neste sábado (22), que alegou que a PF não
explicitou os motivos para impedir a entrada da família no Brasil, determinou que
a extradição não fosse feita até “melhor compreensão dos fatos”.

A magistrada deu 24 horas para que a PF preste informações sobre o caso e ainda 
determinou que sejam tomadas providências necessárias para garantir atendimento 
médico-hospitalar para a mulher grávida.

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